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domingo, 28 de junho de 2026

Índios enfrentam problemas em loteamento na capital

18/06/2003 10h43 – Atualizado em 18/06/2003 10h43

A Agência Popular de Habitação (Agehab) está fazendo um levantamento sobre a situação dos índios do loteamento Água Bonita, em Campo Grande. No local, vivem há cerca de dois anos, 60 famílias de índios desaldeados, que foram removidos da favela do Jardim Noreoeste, a maioria da etnia terena.

O maior problema dos indígenas é com relação a geração de renda, grande parte dos moradores do local sobrevive com o segurança alimentar (cesta básica), benefício concedido pelo governo.

Além disso, muitos ainda reclamam que a escola mais próxima fica à 3 mil metros, para receber atendimento médico, eles também precisam recorrer ao posto de saúde do bairro Nova Lima.

Segundo o diretor-presidente da Agência Popular de Habitação, Amarildo Cruz, outra preocupação é a situação das moradias. “Nós já detectamos cerca de 3 casas fechadas no loteamento Água Bonita, o problema é que o cadastro dos indígenas é grande, no próprio loteamento, há casas que abrigam 3 famílias no mesmo imóvel”, garante Cruz.

O objetivo da Agehab é regularizar essa situação o mais rápido possível para oferecer moradias para aqueles que ainda estão em situação de risco. Em função dessa realidade, a Agehab não nega a necessidade de construir novos conjuntos habitacionais para indígenas na capital.

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