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domingo, 28 de junho de 2026

Metrô suspende negociação com grevistas e ameaça demitir funcionários

18/06/2003 08h26 – Atualizado em 18/06/2003 08h26

SÃO PAULO – O presidente da Companhia do Metropolitano de São Paulo, Luiz Carlos David, afirmou nesta manhã, em entrevista à Rádio CBN, que estão suspensas as negociações com os metroviários, que hoje entraram no segundo dia de greve, prejudicando ao menos 2,6 milhões de pessoas.

  • Estamos suspendendo qualquer negociação no sentido de oferecer qualquer tipo de reajuste – afirmou David.

David não chegou a dizer se a companhia voltará a negociar reajuste, caso os metroviários voltem ao trabalho. Ele ainda ameaçou demitir os funcionários grevistas, se a Justiça considerar a paralisação abusiva.

  • Não vamos oferecer o reajuste, a categoria vai ter de retornar ao trabalho, caso contrário, vamos abrir processo de demissão, pois 20% da população de São Paulo está desempregada, e metroviário ganha bem e tem de retornar ao trabalho – acrescentou o presidente do metrô.

O Metrô havia proposto à categoria reajuste de 8% sobre os salários e dois abonos de 48% sobre a remuneração a serem concedidos nos meses de agosto de 2003 e fevereiro de 2004. A categoria reivindica 18,31%.

Ele ressaltou que os metroviários não cumprem decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou que 100% dos trens circulem nos horários de pico. A multa por dia parado, determinada pelo TRT, é de R$ 200 mil.

O presidente da companhia destacou que cada dia parado resulta em prejuízo de R$ 3 milhões para a empresa.

  • A companhia já atravessa uma situação difícil, e a greve veio a complicar ainda mais – afirmou.

David afirmou que hoje, véspera de feriado, é um dia particularmente difícil, porque muitas pessoas usam o metrô para chegar aos terminais rodoviários do Tietê, Jabaquara e Barra Funda.

  • Deveriam trafegar hoje no sistema 500 mil pessoas a mais por causa do feriado – afirmou.

Na audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), ontem à tarde, não houve acordo entre o Sindicato dos Metroviários de São Paulo e a Companhia do Metropolitano. As negociações para pôr fim à greve prosseguem hoje, no Superior Tribunal do Trabalho, em Brasília.

Por causa da greve, o rodízio de veículos está suspenso, e a Zona Azul para estacionamento, liberada.

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