18/06/2003 17h00 – Atualizado em 18/06/2003 17h00
SÃO PAULO – Os metroviários decidiram em assembléia, no fim da tarde, retornar ao trabalho, atendendo apelo do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Francisco Fausto. Os funcionários do Metrô aprovaram a proposta de suspender a paralisação por unanimidade e estão saindo da sede do Sindicato dos Metroviários diretamente para seus postos de trabalho. Segundo o sindicato, os trens devem voltar a circular até as 20h. Na semana que vem, a empresa e os trabalhadores voltam a negociar em Brasília.
A greve, que entrou hoje no segundo dia, prejudicou cerca de 2,6 milhões de paulistanos. O Metrô informou que já teve R$ 5,6 milhões de prejuízos com a paralisação e alegou que essas perdas deverão fazer a companhia rever a proposta de aumento salarial de 8%, mais dois abonos de 48% sobre a remuneração. Os metroviários querem a reposição das perdas da inflação, um percentual de 18,31% já concedido pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP).
Pela manhã, foi registrado o maior congestionamento do ano na cidade, de 126 quilômetros. Além dos trens do Metrô estarem parados, hoje é véspera de feriado prolongado e mais de 1 milhão de veículos deve deixar a cidade.
O secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, pediu aos paulistanos para que adiassem a viagem e deixassem para sair da cidade amanhã cedo.




