18/06/2003 10h35 – Atualizado em 18/06/2003 10h35
A Microsoft, gigante do setor de software, está processando empresas que supostamente produzem spam (e-mail indesejável) dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.
A empresa disse ter dado início a 15 processos na terça-feira, acusando as empresas de entupir seus computadores e os de seus clientes com mais de 2 bilhões de e-mails não solicitados.
Treze dos processos tiveram a entrada no Estado americano de Washington, que recentemente aprovou uma dura legislação antispam. Os dois processos restantes tiveram entrada na Grã-Bretanha.
“O envio de spam não conhece fronteiras. É um problema que exige coordenação global, para que a indústria e os governos tenham a máxima abilidade de proteger o consumidor”, disse o advogado da Microsoft, Brad Smith.
Ameaça à internet:
Alguns cálculos estimam que o spam corresponde à metade de todos os e-mails enviados. Esse tipo de e-mail é crescentemente visto como uma ameaça à viabilidade da internet.
Grandes volumes de spam podem entupir as caixas de entrada de e-mails, reduzindo drasticamente o ritmo de funcionamento das intranets de empresas.
Boa parte das mensagens de spam fazem propaganda de sites pornográficos, podendo ofender, além serem incovenientes para os usuários da internet.
A Microsoft tem estado à frente dos esforços para enfrentar o problema, tendo formado uma aliança com a Yahoo, Earthlink e a America Online no início do ano com o objetivo de criar alternativas para o controlar do spam.
Vários Estados americanos aprovaram, ou estão prestes a aprovar, leis duras para inibir a produção de spam.
Do outro lado do Atlântico, novas leis da União Européia que tornarão a prática de spam ilegal estão sendo preparadas e devem entrar em vigor em outubro.



