20/06/2003 09h36 – Atualizado em 20/06/2003 09h36
SÃO PAULO – O dólar comercial abriu hoje em alta de 0,20%, cotado a R$ 2,896 na compra e R$ 2,906 na venda. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em julho estava em alta de 0,34%, a R$ 2,915. Espremida entre o feriado e o final de semana, a sexta-feira será de poucos negócios. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o pregão praticamente estável, com pequena alta de 0,02% e 13.514 pontos, mas logo em seguida registrava queda de 0,14%, com 13.490 pontos. O volume financeiro era de R$ 87 mil.
O cenário político poderá atrapalhar os negócios. O temor é que a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a evasão de divisas por uma agência do Banestado em Nova York prejudique o andamento das reformas tributária e da previdência. Há rumores de que haveria uma lista com nomes de políticos envolvidos no caso. O ministro-chefe da casa civil, José Dirceu, adiantou que não há preocupação de que a CPI, que começa a funcionar na semana que vem, atinja o governo, mas disse que haverá pequenos atrasos na tramitação das propostas.
As entradas de captações dos bancos e das empresas privadas no exterior, no entanto, podem puxar a moeda americana para baixo. Há expectativa de chegada de US$ 75 milhões captados pelo Safra e US$ 225 milhões pela Sabesp. Uma nova emissão de US$ 500 milhões da Petrobras também estaria sendo preparada, além de uma captação de US$ 200 milhões do Banco do Brasil.
Na quarta-feira, o dólar comercial fechou em alta de 0,83%, cotado a R$ 2,885 na compra e R$ 2,890 na venda. A moeda americana atingiu a máxima do dia, a R$ 2,925 na venda (+2,05%), logo que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, anunciou a queda de meio ponto percentual na Selic, a taxa básica de juros. Sem sustentação, no entanto, reduziu o ritmo logo em seguida, fechando ainda mais baixo que na abertura. A redução de meio ponto percentual da taxa Selic já era espera pelo mercado, mas os investidores atuaram forte na venda argumentando que a queda foi tímida.
As projeções para as taxas de juros também não foram muito animadoras na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Somente a taxa de julho apresentava queda de 0,38%, a 25,75%. O Depósito Interfinanceiro (DI) de agosto projetava alta de 0,07%, a 25,57% ao ano. O DI de outubro fechou em alta de 0,28% (24,56% ao ano) e janeiro, o contrato mais líquido, terminou em elevação de 0,69% (23,28% ao ano).
AÇÕES – Assim como o dólar, a previsão hoje é de poucos negócios. Na quarta-feira, a bolsa paulista encerrou o pregão em queda de 1,93%. O Ibovespa marcava 13.510 pontos e volume financeiro de R$ 1,282 bilhão. Os investidores repercutiram negativamente a queda de apenas meio ponto percentual da Selic, que passou para 26% ao ano.
De acordo com os analistas, os investidores esperavam medidas complementares do Banco Central, como a redução do empréstimo compulsório ou a adoção do viés de baixa na taxa básica, permitindo a instituição diminuir os juros sem a convocação de uma nova assembléia.
A Bovespa segurou o movimento até o resultado do Copom. O volume de negócios foi muito baixo pela manhã. A expectativa agora é que o BC decida pela redução do compulsório mais para a frente. Houve um pouco mais de pressão na quarta-feira também em razão do vencimento do índice futuro. Os resultados das bolsas internacionais não animaram o mercado no Brasil. Nasdaq fechou em alta de 0,52%, mas o índice Dow Jones acabou em queda de 0,31%.
Entre as ações mais negociadas na quarta-feira estiveram Telemar PN, Petrobras PN e Embratel Par PN. As maiores baixas foram de Embratel Part ON (8,1%), Eletrobras ON (5,2%) e Embratel Par PN (4,9%). Já as maiores altas foram de Ipiranga Pet PN (4,1%), Tractebel ON (3%) e Acesita PN (2%).



