20/06/2003 08h43 – Atualizado em 20/06/2003 08h43
O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse nesta sexta-feira em uma visita ao Oriente Médio que a retomada da violência nos últimos dias aumentou a determinação de Washington em “destruir” os que estiverem impedindo o “objetivo da paz”.
Powell afirmou que ficou otimista com as Israel de libertar prisioneiros palestinos e remover assentamentos judeus clandestinos.
O secretário disse também que os primeiros-ministros israelense, Ariel Sharon, e palestino, Mahmoud Abbas, devem trabalhar juntos para conter a violência e criar instituições conjuntas.
Já Ariel Sharon afirmou, em um discurso, que o processo de paz não terá progresso caso o “terrorismo” continue.
Oportunidade:
Sharon declarou que não perderá nenhuma oportunidade de avanço no sentido de uma solução política para a crise envolvendo Israel e os palestinos.
Ainda hoje, Powell deve se encontrar com Abbas na cidade palestina de Jericó.
Os palestinos dizem que, para persuadir grupos militantes a aceitar um cessar-fogo, Israel precisa parar de tentar assassinar seus líderes.
Também deve ser alvo de discussão um plano para Israel retirar suas forças da Faixa de Gaza e deixar que a Autoridade Nacional Palestina assuma a responsabilidade pela segurança da região.
Enquanto isso, em Moscou, o presidente russo Vladimir Putin – cujo país faz parte do grupo que está apoiando o plano de paz – disse que o líder palestino Yasser Arafat não pode ser ignorado na busca por paz no Oriente Médio.
Na quinta-feira, ao partir para a Jordânia, Powell havia minimizado as expectativas de progresso nas negociações e disse que não haveria nenhum “grande evento” em sua visita a Israel e aos territórios palestinos.
Horas antes da chegada do secretário americano a Jerusalém, soldados israelenses entraram em confronto com colonos judeus durante a operação de remoção de um assentamento na Cisjordânia.
Nos territórios palestinos, o primeiro-ministro Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, havia voltado a se reunir com grupos militantes palestinos, em uma nova tentativa de negociar um cessar-fogo.




