20/06/2003 10h01 – Atualizado em 20/06/2003 10h01
Crime acontece no dia em quea PM ganha reforço de carros e homens para melhorar o patrulhamento da cidade.
RIO – Ocupantes de um automóvel Vectra, que vestiam toucas ninjas e estavam armados com fuzis, segundo testemunhas, executaram na manhã desta sexta-feira um tenente médico do Exército na Avenida Automóvel Club, na altura do cemitério de Inhaúma, no subúrbio carioca. O militar morreu no interior do carro que dirigia, um Bora. Os criminosos fugiram em disparada. O carro do militar colidiu com um ônibus e um Fiat Siena. Por causa da colisão, pelo menos outras seis pessoas ficaram feridas.
Ainda de acordo com testemunhas, pouco antes dos disparos os bandidos abriram as janelas do carro em que estavam e mostraram os fuzis para que os outros motoristas lhes dessem passagem até que chegassem perto do carro do militar.
José Luiz Menezes Costa recebeu pelo menos oito disparos, segundo peritos. Eles dizem que os tiros atravessaram o vidro traseiro do carro do militar e atingiram a vítima nas costas e na cabeça.
Esse novo episódio de violência no Rio acontece no dia em que a Polícia Militar ganha reforço para aumentar o patrulhamento. A partir desta sexta, mais 320 PMs estarão nas ruas à noite e de madrugada, patrulhando as áreas mais perigosas da Região Metropolitana. Dos 211 carros 0km que serão entregues à Polícia Militar, pela manhã, no Aterro do Flamengo, 120 já têm destino certo: 20 novas equipes do Grupamento Especial Tático-Móvel (Getam), totalizando 30 unidades.
Na capital, os bairros que ganharão maior reforço na segurança são Tijuca, Centro e os das zonas Oeste e da Leopoldina. O patrulhamento será feito diariamente, das 18h às 6h, horário em que “bondes” (comboios) de traficantes costumam circular.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, o mapeamento dos pontos críticos do Rio foi feito pela Assessoria de Planejamento (Asplan). Analisando os registros nas delegacias, técnicos da Asplan, que pertence à Secretaria de Segurança, levantaram as ruas onde mais ocorrem roubos de carro e assaltos, geralmente praticados à noite por bandidos reunidos em “bondes”. Garotinho disse que o Getam foi criado para patrulhar a cidade, mas só existem dez unidades com 35 carros para fazer o trabalho.




