23/06/2003 10h40 – Atualizado em 23/06/2003 10h40
Cientistas do Cancer Research UK em Edimburgo, na Escócia, acreditam ter achado um gene que, se trabalhar corretamente, pode evitar a evolução do câncer de ovário.
Eles fizeram uma experiência e descobriram que o gene estudado não funcionava bem em 90% das célular cancerígenas avaliadas.
Quando o gene é reativado dentro das células, o crescimento do câncer é suprimido, o que sugere uma influência muito grande nas defesas do corpo contra o tumor.
Entretanto, ainda vai levar tempo até que as descobertas se traduzam em drogas ou testes para mulheres.
Defesa:
O câncer de ovário é um dos mais perigosos para as mulheres, já que não é diagnosticado precocemente, tornando o tratamento muito mais difícil.
O corpo humano tem uma série de sistemas de defesa que é usada para fazer “reparos” quando células anormais se desenvolvem.
Quando essas defesas falham ou são dribladas, os tumores podem se desenvolver.
Uma das maneiras de o tumor conseguir seu primeiro passo no corpo é, de alguma maneira, “desligar” os genes que normalmente fariam a proteção das células normais.
Os cientistas envolvidos no processo acreditam que o gene que estão investigando – chamado de OPCML – pode ser um desses.
A esperança deles é, ou encontrar uma maneira de reativar o gene nos tumores no ovário, ou descobrir uma droga que imite o efeito do gene.
Hani Gabra, que liderou o projeto, disse: “a descoberta nos leva adiante na urgente tarefa de encontrar um método para diagnóstico precoce e tratamento de câncer de ovário.”
“Nós agora precisamos trabalhar na descoberta de outros detalhes desse gene e saber exatamento como ele trabalha e o que o faz desligar.”
A pesquisa foi publicada na revista científica Nature Genetics.


