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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Dólar volta ao patamar de R$ 2,90 e Bovespa abre estável

23/06/2003 10h04 – Atualizado em 23/06/2003 10h04

SÃO PAULO – O dólar comercial abriu estável, mas já ampliou a alta e voltou ao patamar de R$ 2,90. Às 10h27m, a moeda americana registrava elevação de 0,44%, para R$ 2,898 na compra e R$ 2,903 na venda. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os negócios ainda são muito fracos, mas os contratos para julho apontam pequena alta de 0,03%, para R$ 2,911. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) também começou o pregão praticamente estável, com ligeira alta de 0,01%.

O Ibovespa marcava 13,132 pontos e volume financeiro de R$ 54 mil. Na BM&F, o índice projetava às 10h alta de 0,59%, com 13.610 pontos.

Os principais índices de confiança dos investidores estrangeiros no Brasil pioraram nesta segunda-feira. Segundo o Valor Online, às 10h25m, o EMBI+ brasileiro subia 1,81% frente ao fechamento de sexta-feira (772 pontos). O indicador agora atinge 786 pontos.

O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, recua 0,41%, negociado nos mercados internacionais a 88,88% de seu valor de face.

Além da questão política (abertura da CPI do Banestado), o mercado está atento hoje às projeções de inflação. A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central mostra que a previsão para o IPCA de 2003 caiu de 11,84% para 11,59%. Para o ano que vem, as previsões passaram de 7,43% para 7,39%.

do conselho Monetário Nacional (CMN), que deve estabelecer a meta de inflação para 2005 e uma possível alteração para este ano e o próximo. Também há expectativa de que haja definição sobre a redução do empréstimo compulsório (parcela do dinheiro depositado nos bancos que é retida pelo Banco Central, para controlar a liquidez na economia).

Os investidores estão ainda de olho na reunião do Fed (Federal Reserve), o banco central americano, que definirá nesta semana o rumo da taxa de juro, atualmente em 1,25%. As projeções sugerem corte de 0,25 ponto percentual ou 0,50 ponto percentual.

Os desdobramentos da CPI do Banestado devem continuar tomando a atenção do mercado. Por enquanto, o único citado, em reportagem da revista “IstoÉ”, foi Paulo Maluf, mas os nomes de outros políticos e empresários envolvidos no caso estão sendo esperados. A preocupação é com que a CPI atrase as votações no Congresso, principalmente a da Previdência, considerada a mais importante pelos investidores porque ataca o déficit estrutural das contas públicas.

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