23/06/2003 16h49 – Atualizado em 23/06/2003 16h49
Os governadores do PSDB estão reunidos nesta segunda-feira, em Campina Grande, no interior da Paraíba, para discutir propostas de mudanças no texto da reforma tributária encaminhado pelo governo ao Congresso. Os governadores do partido prometem manter o apoio à reforma, mas vão sugerir alterações no projeto.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou hoje que não vai tentar convencer os colegas a aceitarem a cobrança do ICMS na origem.
- Essa não é uma questão que está no centro das discussões, até porque divide os governadores. O que nós buscamos é encontrar os pontos consensuais. Se colocarmos a questão de origem e destino antecedendo as outras, poderemos inviabilizar avanços importantes – declarou.
Aécio afirmou também que os governadores pretendem cobrar do governo federal alguns acenos que foram feitos pelo ministro da economia, Antonio Palocci, a exemplo da participação do estados nos recursos arrecadados com a CPMF, além da regulamentação da Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (Cide).
- Eu defendo que 0,1% da CPMF seja distribuído para os estados e municípios, sendo 0,08% para os estados e 0,02% para os municípios, para um grande fundo de segurança pública. E a participação na Cide é uma das reivindicações que apresento hoje, para que nós possamos colocar ao presidente da República no próximo dia 30 – afirmou o governador mineiro, referindo-se ao próximo encontro de todos os governadores com o presidente Lula.
Segundo Aécio, a reforma da Previdência e tributária não são as reformas dos sonhos, mas são positivas e merecem o apoio dos governadores do PSDB.
Durante o encontro, os governadores devem tratar ainda da manutenção de José Aníbal como presidente do partido. Alguns deles estão descontentes por não terem sido consultados para isso. O governador do Ceará, Lúcio Alcântara, defendeu uma renovação na direção do PSDB.
- Com o resultado da eleição, o partido precisa mudar o comando – disse Alcântara, ao chegar.
O governador também disse que não foi ouvido sobre a permanência de Aníbal na liderança do partido.




