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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Brigada dos Mártires da Al-Aqsa ataca na Cisjordânia um dia após declarar cessar-fogo

30/06/2003 12h17 – Atualizado em 30/06/2003 12h17

Radicais palestinos mataram a tiros um trabalhador estrangeiro na Cisjordânia nesta segunda-feira, pondo em xeque a trégua com Israel declarada por seus líderes no domingo, sob pressão internacional para fazer avançar o plano de paz para o Oriente Médio. A emboscada ocorreu horas depois de Israel ter retirado suas forças da Faixa de Gaza, devolvendo a região ao controle palestino e cumprindo um dos requisitos-chave para a retomada do cambaleante processo de paz.

Um líder local da Brigada dos Mártires da Al-Aqsa, facção armada do grupo político Fatah, de Yasser Arafat, disse que seus homens estavam por trás do ataque na Cisjordânia.

  • Não estamos comprometidos com esta trégua e continuaremos a lutar conta os assentamentos (judeus) e contra os militares israelenses dentro dos territórios ocupados – disse um dos integrantes do grupo baseado na cidade cisjordana de Jenin.

No entanto, ressaltando a falta de um comando central da organização, o ramo de Gaza da Brigada disse que apoiava a trégua numa nota: “Em nome de Alá, o misericordioso, com o interesse dos palestinos em mente, e alinhados com as decisões de nosso líder Yasser Arafat e para dar ao novo governo (do premier Mahmoud Abbas) todas as oportunidades de sucesso, nós da Brigada dos Mártires da Al-Aqsa decidimos desistir de todas as formas de resistência e parar nossas ações contra israelenses”.

Emboscada na estrada – A polícia de Israel disse que o homem assassinado nesta segunda-feira era um búlgaro. Ele foi morto numa estrada perto do assentamento judeu de Shaked, a 15 quilômetros de Jenin. O premier de Israel, Ariel Sharon, reagiu ao ataque afirmando que, apesar dos acordo de segurança firmado com a Autoridade Nacional Palestina (ANP), seu governo não “fará vista grossa” ao episódio que violou a trégua.

Sharon se encontrará com Abbas na terça-feira, para discutir mais passos que têm como objetivo restaurar a confiança entre os dois lados. Mas o ataque desta segunda-feira levantou dúvidas sobre se Israel vai, como prometido, retirar suas forças da cidade cisjordana de Belém. Reverenciada como local do nascimento de Jesus e sagrada para islamismo, catolicismo e judaísmo, a cidade está sob ocupação israelense desde o ano passado – em resposta a uma série de atentados suicidas palestinos.

Fonta: Globo News

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