30/06/2003 16h28 – Atualizado em 30/06/2003 16h28
A preocupação com a obesidade infantil levou a cidade de Nova York a proibir a venda de doces e refrigerantes em escolas públicas.
A partir de setembro, máquinas de venda que funcionam dentro dos colégios não poderão oferecer comida e bebida que façam mal à saúde ou que causem obesidade.
A cidade de Nova York, que tem a maior rede de ensino dos Estados Unidos, com mais de um milhão de alunos, está também planejando oferecer uma dieta mais saudável nas cantinas.
O cardápio deverá ter pratos pobres em sal e gordura, desenvolvidos para estimular os alunos a adotar hábitos alimentares mais saudáveis.
Alternativa:
Em vez de biscoitos recheados, bolos e refrigerantes, as máquinas deverão vender alternativas como suco de frutas, garrafas de água e produtos com pouca gordura.
As máquinas viraram parte do sistema de financiamento das escolas, oferecendo milhões de dólares para serem usados em despesas como equipamento esportivo.
Mas de acordo com a nova medida, as escolas terão que rever suas práticas para reverter o que o governo chama de “epidemia de obesidade infantil”.
Já houve tentativas de proibir a venda de refrigerantes e doces em escolas de vários países.
Mas a adoção dessa regra em Nova York, onde o Departamento de Educação gasta US$ 12 bilhões (aproximadamente R$ 30 bilhões) por ano, será um passo significante.
Um relatório publicado na Grã-Bretanha, no ano passado, mostou que três quartos da população poderão estar acima do peso dentro dos próximos 10 a 15 anos.
Ainda segundo o documento, a obesidade poderá ultrapassar o fumo como a maior causa de morte que pode ser prevenida na Grã-Bretanha.



