01/07/2003 14h57 – Atualizado em 01/07/2003 14h57
BRASÍLIA – Em encontro na manhã desta terça-feira com senadores da base aliada, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse que é impossível, neste momento, destinar aos estados parte dos recursos da Cide (Contribuição de Intervenção Sobre Domínio Econômico), o imposto dos combustíveis. Segundo uma
senadora presente ao encontro, Palocci argumentou que a arrecadação oriunda do imposto já está prevista no Orçamento da União para este ano. A reivindicação fora feita nesta segunda-feira pelos governadores, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ontem à noite, o ministro já havia descartado a possibilidade de atender a outra reivindicação dos governadores, que pediram também a destinação de uma parcela da CPMF para os estados: dos 0,38% cobrados, 0,08% iriam para os estados.
- A CPMF foi uma referência feita pelos governadores, mas é muito difícil neste momento. O governo já fez sua proposta, pretende reduzi-la e não vai mudar a proposta agora – disse ele.
No encontro desta terça com os senadores da base aliada, Palocci anunciou a lista de governadores que farão parte do grupo de trabalho da reforma tributária. A missão é detalhar a proposta e discutir os pontos que ficaram sem consenso na reunião com o presidente Lula. O grupo será formado por Germano Rigotto, governador do Rio Grande do Sul; Marconi Perillo, de Goiás; Wilma Faria, do Rio Grande do Norte; Eduardo Braga, do Amazonas; e Aécio Neves, de Minas Gerais. Cada um representa a região onde está localizado o seu estado. Palocci não anunciou quando o grupo começará a discutir a reforma.
Também no encontro com os senadores, o ministro fez uma análise da economia do país e disse que está na hora de virar a página da política econômica brasileira. Segundo ele, a situação explosiva da dívida externa já está superada e o assunto agora precisa ser colocado na pauta econômica do governo.


