01/07/2003 11h06 – Atualizado em 01/07/2003 11h06
O número de queimadas reduziu em 32% em Mato Grosso do Sul, no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Conforme dados do Proarco (Programa de Prevenção e Controle de Queimadas e Incêndios Florestais na Amazônia Legal do Ibama), monitorados pelo satélite NOAA-12, de janeiro a junho deste ano, o Estado sofreu 928 focos de queimadas, contra 1.376 no ano passado. A redução colocou o Mato Grosso do Sul em sexto no ranking nacional de focos de incêndios.
Segundo o coordenador do PreviFogo do Ibama, Márcio Yule, no ano passado estiagem começou mais cedo. O mês de janeiro foi mais seco que neste ano. Em 2003, conforme Yule, as chuvas começaram mais tarde, no entanto, a umidade do solo durou mais tempo. Exemplo disso, conforme o coordenador, é que o Pantanal ainda está alagado e por isso, a região de Corumbá registrou apenas 20 focos de incêndios em junho.
Neste ano, o mês de junho teve a metade do número de focos ocorridos no mesmo período do ano passado. Foram 516 em 2002, contra 243 neste ano. Segundo Yule, a partir deste mês a estiagem está sendo intensificada no Estado. “Há regiões do Estado onde não chove há mais de 20 dias”, alerta o coordenador.
Porém, Yule lembra que maio de foi bom de chuvas, o que garantiu poucos focos em junho. No pantanal, conforme Yule, as baías ainda estão alagagadas, mas apenas a Nhencolândia está seca.
Outro fator que contribuiu para a redução dos incêndios, de acordo com Márcio Yule, foi a formação de brigadas e a conscientização dos fazendeiros, que reduziram as queimadas controladas.




