14/07/2003 09h57 – Atualizado em 14/07/2003 09h57
Se os números não mentem, no caso de Bernardinho comprovam: ele é o treinador mais bem sucedido na história da seleção brasileira. A vitória na final da Liga Mundial sobre a Sérvia e Montenegro, no domingo, é apenas mais um capítulo na carreira desse carioca de 43 anos.
desde que assumiu a seleção masculina no início de 2001, a equipe acumulou triunfos. Dos dez campeonatos disputados, chegou à final em todos, perdendo apenas duas vezes. A conquista mais importante até agora foi a do Campeonato Mundial em 2002, um título até então inédito para o Brasil.
No seu ano de estréia, ele já havia conseguido o título da Liga Mundial. Também em 2001, ficou com o lugar mais alto do pódio no Sul-Americano, na Colômbia, e na Copa América, na Argentina.
O primeiro vice-campeonato foi no mesmo ano, na Copa dos Campeões realizada no Japão. Em 2002, a seleção ficaria novamente com a prata, desta vez ao perder, em casa, o título da Liga Mundial para a Rússia.
Além de todas essas marcas, Bernardinho ostenta uma significativa marca no comando do time masculino. A partida contra Sérvia e Montenegro foi a sua 100ª, e o desempenho impressiona: foram apenas 13 derrotas e 87 vitórias.
Carreira na seleção começa em 93, com time feminino
Mas a história do técnico com a seleção brasileira começa bem antes. Em 1993, Bernardinho voltava da Itália, onde trabalhava como treinador do Modena, para dirigir a equipe feminina. Mais uma vez as conquistas se acumularam. Em 1994, o time ficou em segundo lugar no Campeonato Mundial e ganhou o Grand Prix, título que conquistaria novamente em 1996 e 1998. O ano de 1995 ficou marcado pelo vice-campeonato na Copa do Mundo.
O grande momento, no entanto, foi em 1996. Sob o seu comando, o Brasil conquistou a, até então, inédita medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta Em 1997, o time venceu o Sul-Americano e a eliminatória para o Mundial, além de ter ficado em terceiro na Copa dos Campeões. Em 1998, o time ficou pela primeira vez fora do pódio: terminou em quarto lugar no Mundial, realizado no Japão.
Como jogador, Bernardinho foi integrante da “Geração de Prata”, grande responsável pela popularização do vôlei no país. O levantador fez parte da equipe vice-campeã dos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles. Aquele time conseguiria ainda a prata no Campeonato Mundial e o bronze na Copa do Mundo, além do título do Mundialito, disputado no Rio de Janeiro em 1982.
Em clubes, passou por Fluminense, Atlântico-Boavista, Bradesco, Flamengo e Vasco. Em 1998 ele encerrou sua carreira como jogador e foi auxiliar de Bebeto de Freitas, então técnico da seleção brasileira que participaria das Olimpíadas de Seul. Em 1990, começou sua carreira como treinador na Itália, até que voltou em 1993 para dirigir a seleção feminina brasileira. O resto da história ele ainda está escrevendo e, certamente, o próximo capítulo será nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.
Fonte: Globo News





