15/07/2003 10h13 – Atualizado em 15/07/2003 10h13
Cerca de 350 intelectuais reformistas se reuniram nesta terça-feira para exortar o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, a pôr fim à repressão e libertar presos políticos, dizendo que a República Islâmica deve escolher entre a democracia e o despotismo.
Os políticos, acadêmicos, ativistas e advogados disseram que Khamenei, que detém a última palavra em assuntos de Estado no Irã, deve agir contra a linha-dura dos poderes judiciários e das instituições conservadoras, que bloquearam a maioria das reformas conservadoras do presidente Mohammad Khatami.
“Recorrer à violência, à repressão e a métodos autoritários, como os que hoje são adotados contra estudantes, não terá qualquer resultado, apenas exacerbará a crise”, disse a carta para Khamenei. “Tais métodos não são apenas ilegais ou carecem de legitimidade religiosa e moral, mas são inúteis e ineficientes”.
A carta foi a última de uma série enviada por parlamentares e dissidentes que pedem mudança. No mês passado, 250 intelectuais iranianos escreveram uma carta aberta acusando o clero conservador de se colocar no lugar de Deus.
No mês passado, quatro mil ativistas – a maioria estudantes – foram presos durante protestos contra o regime. Cerca de 12 jornalistas foram detidos e uma fotógrafa canadense morreu após a detenção, em decorrência de ferimentos no crânio.
Fonte:Globo News




