15/07/2003 13h44 – Atualizado em 15/07/2003 13h44
O dólar comercial registra fortes oscilações na manhã desta terça-feira. A moeda norte-americana é negociada a R$ 2,868, com valorização de 0,14%.
Embora o fluxo de entrada de recursos captados por empresas brasileiras no exterior se mantenha elevado, empresas que têm contas a pagar lá fora aproveitam o preço relativamente baixo para reforçar o caixa.
“As expectativas de captações continuam elevadas, o que empurra o dólar para baixo”, afirma Miriam Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK. “Mas importadores e investidores aproveitam que a moeda está barata para comprar, e por isso as cotações não devem cair a menos de R$ 2,85.”
Segundo a analista, a própria política do Banco Central de administração da dívida cambial –na semana passada, a autoridade monetária renovou 52,4% de uma dívida de US$ 2,7 bilhões, o que foi entendido pelo mercado como tentativa de impedir maiores quedas do dólar– indica que o piso das cotações estão em R$ 2,85.
As discussões sobre a reforma da Previdência são o principal assunto da semana. Hoje cinco governadores participarão de uma reunião com os ministros da Casa Civil, José Dirceu, e da Previdência, Ricardo Berzoini, para falar sobre o projeto.
“O mercado está de olho nessa reunião. Mas o cenário político continua tranquilo”, diz Tavares.
As últimas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contribuem para acalmar os ânimos. No domingo, ele afirmou que não haveria mudanças no cerne da reforma da Previdência, ao contrário do que chegou a ser acertado entre os líderes da administração petista no Congresso e representantes do Judiciário dias antes. Ontem, previu que as reformas serão aprovadas até o fim do mês de outubro.
O dólar comercial futuro (agosto) cai 0,03%, para R$ 2,892. O turismo está cotado em R$ 2,94, em queda de 0,67%, e o paralelo cai 0,33%, para R$ 2,96.
Risco e dívida
O clima de otimismo se reflete no risco-país, que volta a ficar abaixo de 800 pontos, após os momentos de nervosismo da semana passada por conta de alguns desencontros do governo em relação às reformas. O indicador está em queda de 0,50%, a 792 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa do país, é negociado a 88,625% do valor de face, em alta de 0,14%.
Fonte:Folha Online



