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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Governadores querem compensações para aceitar integralidade para atuais servidores

15/07/2003 14h48 – Atualizado em 15/07/2003 14h48

Em conversas reservadas, os governadores que representam as cinco regiões do país admitem aceitar a integralidade da aposentadoria para os atuais servidores dos estados, mas não vão bater o martelo sobre o assunto na reunião desta terça-feira com o ministro da Casa Civil, José Dirceu. Eles vão insitir na destinação de parte dos recursos da Cide, o imposto dos combustíveis, para recuperação das estradas, além de fatias da CPMF.

O líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino, confirmou, depois de participar de reunião com os líderes da base aliada, que o grupo fechou questão sobre a integralidade da aposentadoria e a paridade para os atuais servidores públicos (quando há reajuste para ativos o benefício é automaticamente estendido aos inativos). Para ele, os governadores devem ter sensibilidade para entender que esta proposta não trará perdas financeiras para ninguém.

Sobre o pedido de compensações, como a aprovação da Desvinculação de Recursos dos Estados (DRE), Pellegrino reafirmou que a bancada do PT é contra, especialmente se forem desvinculadas verbas da saúde e da educação. Ele reiterou que o governo deixou bem claro que não existe possibilidade de compartilhar com os estados a arrecadação da Cide, o imposto do combustível, e da CPMF.

  • Os governadores precisam entender que há um pacto e que a contribuição dos inativos, por exemplo, só entrou no texto por causa da reivindicação deles. Os governadores têm que ter sensibilidade. Estamos negociando e procurando saídas – afirmou.

Pellegrino disse ainda que a palavra final da negociação será dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está no exterior. Ele destacou que o Congresso tem autonomia para negociar, lembrando que nesta quarta-feira o relator da reforma da Previdência, José Pimentel (PT-CE), apresentará seu relatório.

Ainda segundo Pellegrino (PT-BA), Dirceu reafirmou, na reunião com líderes da base aliada, que o governo admite discutir a integralidade da aposentadoria para os atuais servidores, mas não a paridade entre ativos e inativos.

Fonte:GloboNews

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