15/07/2003 13h19 – Atualizado em 15/07/2003 13h19
Dois dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter dito que os juros devem diminuir document.write Chr(39)sistematicamentedocument.write Chr(39), o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o ministro do Planejamento, Guido Mantega, endossaram nesta terça-feira o discurso. Palocci declarou que os juros poderão cair progressivamente caso se confirmem as perspectivas de queda efetiva da inflação. Segundo Mantega, a recente desaceleração dos índices abre espaço para a redução das taxas.
Segundo Mantega, o governo considera que a inflação está sob controle. Ele observou também que a projeção para os próximos três anos é de um recuo gradativo do juro real (Selic menos inflação), conforme consta na lei das diretrizes orçamentárias.
Palocci ressalvou que faz previsão de queda, mas trabalha, no entanto, com a meta de inflação. Para os próximos 12 meses, a expectativa inicial de inflação do governo é de 6,75%, podendo chegar a 7% com ajuste. Em 2004, a inflação pode chegar a 5,5%, de acordo com o ministro.
Segundo Palocci só é possivel trabalhar com um parâmetro, ou a meta de inflação ou a de juros.
- Se tudo der certo nas questões macroeconômicas, não tem porque esperar juros maiores. A queda é uma tendência natural. Este mês tivemos deflação de atacado e varejo, que é uma cirscunstância dentro de um trabalho de combate à inflação e que está sendo vitorioso, mas é evidente que não vamos ter um período de deflação – declarou o ministro.
Palocci defende uma perspectiva otimista para a política monetária. O governo não tem meta de câmbio e, segundo ele, as exportações brasileiras continuam dando certo. Em junho, o saldo comercial brasileiro bateu recorde de US$ 10 bihões.
- A perspectiva é de valorização da queda na medida em que há valorização do câmbio, mas na economia sempre que se ajusta um problema, se cria um novo parâmetro para outro setor. É preciso acompanhar esse parâmetro, é preciso que o exportador brasileiro trabalhe na expectativa de que é necessário manter a balança comercial positiva, que é de interesse do país. É preciso qualificar parte da exportação e ganhar novos mercados – afirmou o ministro.
Para o governo, se as exportações dependerem apenas do câmbio, o governo é forçado a adotar a elevação cambial, o que gera inflação.
- A queda do câmbio foi um processo necessário para o ajustamento da economia brasileira. No plano do comércio exterior, a tendência é melhorar. Nossa meta de crescimento industrial na Lei das Diretrizes Orçamentárias(LDO) é de 3,5%, para 2004 – disse Palocci.
Mantega participou nesta manhã da solenidade de abertura da 19ª audiência pública sobre o novo Plano Plurianual (PPA). Palocci está em Madri, na Espanha, em viagem com Lula.
Fonte:Globo News



