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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Dirceu e governadores decidem que relatório da reforma da Previdência ficará mesmo para quinta

16/07/2003 08h11 – Atualizado em 16/07/2003 08h11

Na reunião realizada nesta terça-feira entre o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e os governadores que representam as cinco regiões do país, ficou acertado que o relatório da reforma da Previdência só será apresentado na comissão especial da Câmara na próxima quinta-feira. Nesta quarta-feira, está prevista somente uma conversa com todos os governadores para discutir o assunto. O relatório da reforma tributária ficou para a quarta-feira que vem. Os governadores terão uma reunião com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no dia 22. É possível que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participe desse encontro.

Na reunião com o grupo de sete deputados da ala mais próxima do governo antes do encontro com os governadores, Dirceu já havia admitido adiar a apresentação do relatório. Este foi também o desejo demonstrado pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves na chegada para a reunião. Ele acrescentara que os governadores não queriam prejudicar o cronograma das reformas, mas explicou que o grupo não teria como dar uma resposta ao governo nesta terça-feira.

Na saída da reunião, o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, falou sobre as propostas do governo para a reforma. Ele disse que foram levantadas as hipóteses de integralidade com a paridade e integralidade sem a paridade para que os governadores façam sua avaliação. O próprio governo federal aprofundará essa avaliação antes de adotar uma posição, segundo o ministro.

  • Nós queremos a opinião dos governadores para subsidiar o fechamento dessa posição de unidade – afirmou Berzoini.

Segundo Berzoini, está em estudo a possibilidade de integralidade da aposentadoria para os atuais servidores aos 60 anos de idade, com 30 de contribuição, para os homens, e aos 55 anos, com 30 de contribuição, para as mulheres, além de um prazo mínimo de 20 anos na carreira e 25 no serviço público.

O ministro disse ainda que deve ser criado um mecanismo de proteção para as pensões de menor valor, que pode ser até R$ 2.400, ou outro valor inferior, já que nos estados há concentração maior de servidores com salários inferiores a R$ 2.400.

Fonte: Globo News

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