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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Ministério apura epidemia de leishmaniose

16/07/2003 16h52 – Atualizado em 16/07/2003 16h52

Chega na próxima segunda-feira a Capital uma equipe do Ministério da Saúde para avaliar as medidas tomadas pelo município no combate à epidemia de leishmaniose. Ana Nilce, coordenadora nacional de combate à leishmaniose, fará parte da equipe que estará reunida às 14h na Secretaria Municipal de Saúde e será acompanhada por um técnico da Secretaria Estadual de Saúde.

A visita dos técnicos do Ministério da Saúde é em virtude da epidemia da doença em cães na cidade, reconhecida pela secretária municipal de Saúde, Beatriz Dobashi, durante reunião realizada no dia 16 de junho com o corpo médico da Capital. No encontro ela ressaltou a preocupação em relação ao encaminhamento de animais contaminados para tratamento, porque, apesar de eles continuarem aparentemente sadios, continuam transmitindo a doença.

Por dia chegam no CCZ (Centro de Controle de Zoonozes) de Campo Grande entre 60 e 80 cães com suspeita da doença, sendo que apenas no mês de junho foram sacrificados mais de 340 animais com leishmaniose. Segundo Francisco Carvalho, coordenador do CCZ da Capital, do ano passado até agora cerca de dez mil cães foram sacrificados na Capital e nos últimos seis meses foi detectada a doença em 1,3 mil cachorros.

“O cão é o hospedeiro do protozoário causador da leishmaniose e a transmissão para o homem é feita através do mosquito Flebótomo”, explica Carvalho. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, este ano já foram confirmados 27 casos da doença em humanos na forma visceral em Campo Grande, enquanto no Estado já são 40 casos só no primeiro semestre, com oito mortes contra nenhuma morte no ano passado.

O CCZ informa ainda que o combate à leishmaniose depende das borrifações de inseticidas em regiões infectadas e do controle da doença nos animais infectados. A população pode ajudar a evitar a epidemia não acumulando lixo orgânico que favorece não só o aparecimento do flebótomo como do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Fonte: Agora MS

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