18/07/2003 15h59 – Atualizado em 18/07/2003 15h59
O saltador César Castro segue mostrando que tem tudo para conquistar uma medalha inédita para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos, mês que vem, em Santo Domingo. Ele passou à sua segunda semifinal no Mundial de Barcelona e terminou em quarto na semifinal B do trampolim de 1 metro, com 367.50 pontos. César foi o atleta das Américas com a melhor colocação. Na prova de 1 metro, diferente da plataforma e do trampolim de 3 metros, apenas 12 saltadores passam para as semifinais, que são disputadas em duas provas com seis atletas cada: semifinal A e B. Em cada uma das semifinais, apenas três se classificam para a final.
César foi o segundo colocado até o terceiro da série de cinco saltos. Na quarta rodada, ele caiu para a quinta colocação e recuperou uma posição no último salto. O americano Mark Ruiz ficou atrás de César na semifinal B, com 365.16 pontos, e o mexicano Omar Ojeda também ficou em 5º na semifinal A, com 356.43.
Muito elogiado por técnicos, atletas e comentaristas da imprensa internacional pela impulsão e altura que alcança na execução dos saltos e a extrema concentração, César pretende continuar treinando e aperfeiçoando todas as pequenas falhas que o tiraram das finais em Barcelona, para subir ao pódio na República Dominicana. “O nível deste Mundial está altíssimo. Como já falei, ele está sendo decidido em pequenos detalhes. Acho que as Olimpíadas, no ano que vem, devem ter um patamar semelhante. Por isso fica sempre um gosto de “quero mais” por ter ficado às portas de duas finais, mas também me dá a certeza de que estou na direção certa”, disse César, que treinará no Centro de Saltos Ornamentais montado pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), no Parque Aquático Júlio de Lamare, no Rio de Janeiro, até o embarque para o Pan-Americano.
Nas provas desta sexta-feira (19), Juliana Veloso compete no trampolim de três metros. O sistema de disputa coloca as 18 primeiras das eliminatórias na semifinal e as 12 melhores da semifinal passam à final. No pólo aquático masculino, o Brasil enfrentará outra equipe muito difícil, a Rússia, que é atual vice-campeã olímpica.
Fonte: Agora MS





