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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Dólar abre em alta de 0,27% e volta a ultrapassar os R$ 2,90

24/07/2003 08h47 – Atualizado em 24/07/2003 08h47

SÃO PAULO – O dólar comercial abriu hoje em alta de 0,27%, cotado a R$ 2,895 na compra e R$ 2,905 na venda. Desde o dia 26 de junho a moeda não operava no patamar de R$ 2,90. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para liquidação em agosto está em R$ 2,914, com valorização de 0,13%.

O mercado financeiro deve dar continuidade aos ajustes à nova taxa básica de juros, que a partir de hoje passa a ser de 24,5% ao ano. A queda de 1,5 ponto percentual na Selic, promovida ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom), ficou dentro das previsões do mercado, mas foi considerada conservadora. Isso porque os analistas consideram fortes os indícios de desaquecimento econômico, como o desemprego recorde e as taxas de deflação.

A defesa de uma queda mais agressiva da taxa de juros se justifica pela necessidade de reduzir o custo do crédito, que incentiva o consumo e a produção. De qualquer forma, os primeiros reflexos da queda já puderam ser observados. O Bradesco anunciou a redução de taxas do cheque especial e do crédito. Segundo analistas, os primeiros efeitos na economia já poderão ser sentidos no último trimestre do ano.

Apesar da pressão sobre o dólar gerada pelo recuo dos juros, a expectativa de ingresso de recursos deve conter o movimento. As captações externas continuam a ser concluídas, o que garante o fluxo cambial positivo. A Braskem iniciou a colocação de US$ 125 milhões em eurobônus e outras empresas se movimentam para conseguir empréstimos externos.

Além da repercussão da queda dos juros, os investidores também acompanham atentamente os desdobramentos da reforma da Previdência. Depois da aprovação do relatório na Comissão Especial, na noite de ontem, agora as negociações se concentrarão nos pontos mais polêmicos do texto da matéria. Nesta quinta-feira, um dos destaques é a divulgação das contas externas do país.

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