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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Guga: document.write Chr(39)Sinto que estou jogando bem

25/07/2003 10h45 – Atualizado em 25/07/2003 10h45

RIO – O tenista Gustavo Kuerten partiu na quinta-feira para os Estados Unidos, onde jogará o Torneio de Los Angeles, a partir de segunda. É o início de sua temporada em quadra rápidas, que terá ainda ainda o Masters Series de Montreal e o de Cincinnati, para enfim jogar o US Open, o Grand Slam americano, que começa em 25 de agosto. Antes do embarque, o tenista deu por e-mail uma entrevista ao GLOBO. Nela, diz que torce para embalar antes do US Open, faz uma dura crítica à Confederação Brasileira de Tênis e mostra toda sua admiração pelos americanos Andre Agassi e Pete Sampras. document.write Chr(39)Eles estão em outro patamardocument.write Chr(39), afirma Guga.

Qual o balanço de sua temporada no saibro? E qual sua expectativa para os jogos em quadras rápidas?

GUGA: A temporada de saibro não foi tão boa quanto esperava. Fui com expectativas de mais e as coisas não saíram como o planejado. Mas nunca me senti jogando mal e em meus jogos me senti de igual para igual com os rivais. Apesar de não ter feito grandes resultados, acabei a temporada de saibro com uma oitavas-de-final em Roland Garros. Queira ou não queira, dos 128 caras que estavam lá, eu fui um dos 16 melhores, num dos campeonatos mais difíceis do mundo, e pela quinta vez na minha carreira. O saibro é o meu piso favorito, onde cresci jogando e não vou sossegar enquanto não ganhar outro torneio no saibro. Viajo com boas expectativas, mas sem grandes metas. Este período que passei em casa foi muito importante, para recuperar o físico e trabalhar o jogo. Sinto que estou jogando bem e tomara que consiga deslanchar antes do US Open.

Por que os argentinos têm mais tenistas entre os 100 primeiros do mundo? A Confederação Brasileira de Tênis faz um trabalho consistente?

GUGA: A Argentina é um país com tradição no tênis, sempre teve bons jogadores, desde a época do Guillermo Vilas, e os caras têm raça. Acho que a CBT, nos últimos dez anos, não fez nada para melhorar o tênis brasileiro.

Como você lida com a pressão nacional? É prazer ou estresse?

GUGA: É engraçado. Antes de eu ganhar Roland Garros, chegar a uma terceira rodada, a uma oitavas-de-final de um Grand Slam era um resultado espetacular. Hoje, quando chego às quartas-de-final, acham que é um resultado normal. Mas isso não me atrapalha. Tenho que me preocupar com meu trabalho e ouvir quem sempre esta à minha volta.

Como analisa o efeito Guga?

GUGA: Tudo mudou no país desde meu primeiro título em Roland Garros, em 1997. Você vai a uma padaria e escuta a galera falando sobre o Agassi, o Safin, o Juan Carlos Ferrero, coisa que não existia antes. Muita gente começou a jogar tênis, em todos os níveis, e muita gente hoje vive do tênis no Brasil.

Ganhar o US Open, o Aberto da Austrália ou Wimbledon é o que falta?

GUGA: Adoraria ganhar o US Open, o Austrália Open ou Wimbledon, mas se tivesse que escolher, preferiria ganhar Roland Garros outra vez.

O auge já passou ou pode acontecer outras vezes (vide Andre Agassi)?

GUGA: Vejo minha carreira hoje em dia numa segunda fase. É como se estivesse começando de novo, mas com muito mais experiência. Continuo super motivado e ainda vou jogar tênis por muito tempo. O Agassi para mim é um dos maiores gênios. Não dá para comparar ninguém a ele. Ele e o Pete Sampras estão em outro patamar.

Não pensa em aumentar sua equipe ou ao menos ter um preparador físico?

GUGA: O Larri (Passos, seu técnico) é formado em educação física e sempre coordenou esta área. Quando sinto necessidade viajo com um fisioterapeuta ou conto com o staff da Associação de Tenistas Profissionais.

Larri Passos o considera como filho. Trabalhar num ambiente quase familiar atrapalha?

GUGA: Sou um cara de sorte por ter uma pessoa como Larri ao meu lado, que acredita em mim, que está ao meu lado nas horas difíceis e que sempre encontra um jeito de me fazer entender as coisas. A gente se respeita muito. Não estaria onde estou hoje se não fosse ele. Ele foi e é fundamental no meu crescimento como jogador e como pessoa. Ainda bem que posso ter um técnico que é um grande amigo.

Como se divide entre o mundo das celebridades e a simplicidade com que vive em sua cidade, Florianópolis?

GUGA: Gosto de ficar com os amigos, de fazer um churrasquinho com a galera, de surfar, curtir a família. Não conseguiria viver no mundo de celebridades, até pelas pessoas que estão à minha volta. Não vou à festa de Oscar nem a jantares de gala. Gosto da minha vida em Florianópolis.

Qual é a importância do surfe e do futebol na sua vida? E que músicas você tem tirado no baixo?

GUGA: Gosto de assistir a tudo. Se tem ping-pong na TV, eu vejo. Adoro torcer, especialmente pelo Brasil. O futebol faz parte do nosso dia-a-dia. A gente fica ligado o ano todo: no Campeonato Brasileiro, no Catarinense, na Libertadores, nos campeonatos europeus etc. Nas viagens, escuto os jogos pelo rádio na internet, torço pelos brasileiros que jogam na Europa e todo mundo sabe que meu time é o Avaí . Quando estou em casa e tem jogo, vou no (estádio) Ressacada. No surfe recarrego as energias. Curto ficar sentado na prancha, olhar o horizonte e o momento de adrenalina quando você pega uma onda. No baixo agora o que mais toco é Stevie Wonder e Jamiroquai.

Já pena nas Olimpíadas?

GUGA: Participei dos Jogos de Sidney e gostei muito. É cedo para pensar em Atenas, mas quando chegar em cima da hora as coisas mudam.

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