29/07/2003 09h16 – Atualizado em 29/07/2003 09h16
SANTO DOMINGO, REPÚBLICA DOMINICANA – Existe um bairro verde e amarelo em Santo Domingo. Fica nos oito prédios da Vila Pan-Americana reservados ao Brasil e onde estão hospedados os primeiros atletas, técnicos, dirigentes e membros da delegação nos Jogos Pan-Americanos. São as equipes de boliche, luta livre, tiro, handebol (masculino e feminino), iatismo, hipismo e remo. Em uma área próxima ao aeroporto, a Vila do Pan é um complexo de 120 prédios, com 12 blocos. O Brasil ocupa oito edifícios do Bloco B. Uma parte menor da mesma área é ocupada por atletas de Barbados.
Os brasileiros usam 48 apartamentos, cada um deles capaz de alojar entre 12 e 14 atletas. Os prédios estão decorados com bandeiras brasileiras. À medida que os atletas encerrarem a participação no Pan, deixam a Vila e dão lugar para outras equipes.
Os atletas brasileiros já desfilam pelo local. Com a experiência de uma medalha de ouro no Pan de 1999, em Winnipeg, e da participação nos Jogos de Sydney-2000, a atacante de handebol Dali gostou do que viu.
- As instalações estão legais. Em 1999, ganhamos ouro, derrotando na final o Canadá, dono da casa.
Rodrigo Artilheiro, da luta greco-romana, que chegou de viagem na hora do almoço, comentou:
- Acabei de chegar, mas pelo que vi as instalações são boas. É emocionante estar aqui – disse ele.
Os aparelhos de ar condicionado, alugados pelo Comitê Olímpico Brasileiro, estão instalados. A média de temperatura passa dos 30 graus.
Na entrada da vila, pode-se ver operários trabalhando, com auxílio de máquinas, removendo entulhos. Dentro do complexo, ainda há trabalho de retoques. A Vila tem um militar como governador e a preocupação com a segurança é grande. Pode-se ver também destacamentos formados por homens e mulheres, todos armados.
A vila é patrulhada por soldados do Exército. Centenas de voluntários ajudam no trabalho de servir às delegações. A local dispõe de área de lazer, centro religioso, sala de ginástica, cinema, cybercafé, lojas, zona internacional e estacionamento, além de outras instalações.
O problema da organização geral do Pan é de que possa haver mais atrasos. Isso preocupa a Odepa. Ainda há obras no Parque Mirador del Este, local de provas e há retoques em locais de competição, além da própria vila e do centro de imprensa. A questão da segurança dos participantes também preocupa as autoridades, já que as ruas próximas à região das praias, por exemplo, não têm iluminação pública e ficam totalmente às escuras à noite. As quedas de energia são freqüentes e em alguns pontos, duram até mais de um dia.
A população dominicana é simpática, mas muito pobre. Resta saber se terá dinheiro para comprar os ingressos para os Jogos ou se o evento acabará elitizado. É comum, por exemplo, ver nas ruas carros amassados e com pára-brisas perfurados parcialmente circulando.
Fonte: O Globo



