29/07/2003 11h14 – Atualizado em 29/07/2003 11h14
SÃO PAULO – Uma suspeita abalou o esporte brasileiro nesta terça-feira, a três dias da abertura dos Jogos Pan-Americanos. Maurren Higa Maggi, 27 anos, um dos principais nomes do atletismo brasileiro na atualidade, teria apresentado resultado positivo em exame antidoping realizado durante o Troféu Brasil, em junho, segundo reportagem do jornal “Folha de São Paulo”.
O exame, feito no laboratório Ladetec, do Rio de Janeiro, teria apontado a presença de um esteróide anabolizante no organismo da atleta. A Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) ainda não se pronunciou sobre o resultado, o que não o torna oficial.
A defesa de Maurren teria alegado que ela utilizou um creme cicatrizante durante uma sessão de depilação um dia antes da competição. O creme, em contato com o organismo, teria produzido o metabólito de um esteróide anabólico. O médico Eduardo de Rose, membro da comissão-médica da Agência Mundial Antidoping e principal autoridade do país no assunto, foi o autor da defesa da atleta, segundo o jornal.
Se a argumentação não for aceita, Maurren pode ser suspensa preventivamente e ficar fora da disputa dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, que começam na próxima sexta-feira. Se for condenada, pode ficar até dois anos fora das pistas. Nesse caso, não poderia participar dos Jogos Olímpicos de Atenas.
Maurren é uma das principais esperanças de medalha do país nas Olimpíadas. No salto em distância, a atleta obteve quatro das cinco melhores marcas do ano. No início de junho, a brasileira saltou 7m06 no GP de Milão (Itália).
A atleta e seus representantes ainda não se manifestaram sobre o assunto.
A Confederação Brasileira de Atletismo divulgou comunicado nesta terça-feira em que informa que somente vai se manifestar “sobre eventuais novos casos de suspeita de uso de substâncias proibidas por parte de atletas brasileiros após o pronunciamento oficial da Iaaf”.
Fonte: Globo Esporte





