19.5 C
Três Lagoas
sexta-feira, 3 de julho de 2026

Troca de títulos da dívida brasileira atinge US$ 1,333 bi, diz BC

30/07/2003 14h18 – Atualizado em 30/07/2003 14h18

BRASÍLIA – A operação de troca de títulos da dívida externa feita pelo Banco Central (BC) resultou na emissão de US$ 500 milhões em bônus globais com vencimento em 2011 (Global BR-11) e de US$ 833 milhões em papéis com vencimento em 2024 (Global BR-24 B) – um total de US$ 1,333 bilhão.

Na troca de títulos da dívida externa, o BC não aceitou as propostas para os C-Bonds, não havendo alongamento da dívida, que era um dos objetivos na operação. Segundo o BC, as propostas feitas para os C-Bonds não eram vantajosas. Houve, inclusive, encurtamento da dívida, já que os dois bônus devolvidos ao BC venciam em 2024.

Na operação, o BC conseguiu levantar US$ 123 milhões com a captação dos bônus de 2011 e liberou US$ 490 milhões em garantias dos bradies (Par e Discount) trocados por bônus globais, somando US$ 613 milhões em novos recursos, que serão somados às reservas no dia 7 de agosto.

A troca envolveu US$ 452 milhões em Par Bonds e US$ 848 milhões em Discount Bonds. Esses papéis tinham sido emitidos na renovação da dívida externa brasileira, em abril de 1994. A troca deu direito ao governo brasileiro de resgatar US$ 490 milhões em garantias referentes ao pagamento de principal e juros dos Par Bonds e Discount Bonds envolvidos na operação.

Essas garantias são títulos do Tesouro americano de prazo equivalente aos dos Brady bonds trocados, que estavam depositados no Bank for International Settlements (BIS) – Banco para Compensações Internacionais.

Em função da moratória externa decretada pelo Brasil em 1987, os credores exigiram garantias adicionais pelo governo no momento da renegociação da dívida externa brasileira, em 1994. Por isso, foi instituído o depósito dos títulos americanos vinculados aos Brady bonds, emitidos na reestruturação do débito externo.

Os novos globais foram emitidos com cupom (juro nominal) de 10% ao ano para o papel mais curto e de 8,875% anuais para o mais longo.

Segundo comunicado do Banco Central, essa emissão adicional do BR-11 “dará a esse título condições adequadas de liquidez, conforme os termos da operação de troca acertados previamente”. O documento não informa o preço de venda e o rendimento final para o investidor.

A operação de troca foi iniciada na sexta-feira passada. Os coordenadores foram os bancos J.P. Morgan e Morgan Stanley. O diretor da Área Internacional do BC, Beny Parnes, deve dar mais detalhes sobre a operação até o fim da tarde.

Fonte: O Globo

 Valor Online

Leia também

Últimas

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.