09/08/2003 18h44 – Atualizado em 09/08/2003 18h44
SANTO DOMINGO – A vela brasileira confirmou seu favoritismo e conquistou, neste sábado, duas medalhas de ouro no Pan-Americano de Santo Domingo. A primeira veio com Robert Scheidt, que se tornou tricampeão da classe laser nos Jogos ao vencer as dez regatas disputadas durante a competição. Já Ricardo document.write Chr(39)Bimbadocument.write Chr(39) Winicki assegurou a vitória na classe mistral ao ganhar as duas regatas deste sábado.
Scheidt conquistou o título com duas regatas de antecedência por ter vencido todas as regatas disputadas até o momento no Club Náutico Boca Chica. O hexacampeão mundial igualou o feito de outros dois brasileiros em Jogos Pan-Americanos: o tricampeonato. Adhemar Ferreira da Silva ganhou o salto triplo do atletismo em Buenos Aires, Argentina, em 1951; Cidade do México, em 55; e Chicago, EUA, em 59; e Erolnide Araújo foi campeão, também no atletismo, dos 400m com barreiras em Havana, Cuba, em 1991; Mar del Plata, Argentina, em 95; e Winnipeg, Canadá, em 99. Scheidt tinha em seu currículo anteriormente os títulos da laser em Mar del Plata e Winnipeg.
Assim como Scheidt, Bimba também assegurou o título por antecipação, já que a 12ª e última regata será realizada neste domingo. Em Winnipeg-99, Winicki havia sido medalha de prata e no Mundial de 2002, disputado na Tailândia, foi vice-campeão mundial.
Scheidt fala sobre a hegemonia na classe laser
- Foi um campeonato impecável, onde deu tudo certo para mim. Fiz um Pan muito mais tranqüilo do que eu esperava. Estou unindo a experiência de 14 anos com tranqüilidade. E talvez esteja vivendo meu melhor momento. Acho que sou como vinho: quanto mais velho, melhor – comparou Scheidt, campeão olímpico na laser nos Jogos de Atlanta, EUA, em 1996.
O iatista analisou sua conquista em Santo Domingo.
- Foi importante ganhar as quatro primeiras regatas porque os outros competidores começaram a brigar entre eles e eu fiquei mais tranqüilo. Adorei vencer num lugar tão histórico quanto este, que além de tudo é muito parecido com o Brasil. Faz muito calor e o vento é parecido com o de Florianópolis e Ilhabela, onde costumo velejar. Isso ajuda os brasileiros e eu me sinto em casa – completou.
As informações são do site do Comitê Olímpico Brasileiro (ORG).



