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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Lula: document.write Chr(39)Este será o ano em que consertamos o

20/08/2003 14h39 – Atualizado em 20/08/2003 14h39

BRASÍLIA – Em sua primeira conversa com jornalistas políticos depois da posse, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva discorreu com otimismo sobre os rumos de seu governo, contestando a avaliação de seu vice, José Alencar, de que este será um ano perdido.

  • Eu diria que será o ano em que consertamos o Brasil – disse Lula, com a ressalva de que ele e o vice não têm que ter a mesma opinião sobre tudo, mas sobre as decisões a serem tomadas.

O presidente apresentou alguns indicadores econômicos em defesa da idéia de que seu governo encontrou a economia desorganizada e a pôs nos trilhos, preparando o caminho para a retomada do crescimento. Apesar das críticas de empresários, governadores e mesmo da base governista ao relatório final da reforma tributária, Lula garante que ela será aprovada por acordo, mesmo que o Congresso faça algumas mudanças, mas que seu núcleo, destinado a desonerar a produção, será preservado. Fez apaixonada defesa de sua aposta no diálogo e na negociação, destacando o fato de estar aprovando as reformas com votos da oposição, coisa que seu antecessor não conseguiu nem tentou fazer.

  • Fernando Henrique nunca conversou com a oposição – disse Lula, cobrando o reconhecimento de uma vitória sua que foi apresentada como fraqueza (os votos recebidos da oposição na votação da reforma previdenciária).

Lula voltou, como já fizera antes, a criticar o instituto da reeleição, embora evitando afirmar que não disputará um segundo mandato. Ao fim, perguntado sobre a renovação do acordo com o FMI, foi evasivo, deixando no ar uma incerteza:

  • O Brasil não precisa renovar o acordo. Renovará se quiser, dependendo do acordo e das condições que forem negociadas.

Ele confirmou que em breve – talvez em 30 dias – o governo apresentará um projeto de novo marco regulatório para os investimentos, sobretudo para as concessões de exploração de serviços públicos, regime de sua preferência (e não as privatizações) para contornar a falta de recursos do Estado brasileiro para investir em infra-estrutura.

Fonte: Globo News

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