20/08/2003 13h44 – Atualizado em 20/08/2003 13h44
Cidades que queiram adotar o programa de disponibilizarão de camisinhas para adolescentes podem se credenciar no Ministério da Saúde, mas antes vão precisar comprovar que os alunos de escolas públicas já recebem educação sexual. A orientação ao estudante, segundo o ministro Humberto Costa, é o pré-requisito para ingresso no programa lançado ontem, em Curitiba.
A capital do Paraná é uma das cinco cidades escolhidas para a fase experimental do programa. Pelo menos até o próximo ano, apenas Curitiba, São Paulo, São José do Rio Preto, Rio Branco e Xapuri (as duas últimas do Acre) vão dispor de preservativo masculino em algumas das escolas públicas.
Bancado pelos ministérios da Educação e da Saúde, o programa visa conter o avanço da Aids e evitar a gravidez precoce na faixa etária dos 15 aos 19 anos.
No primeiro ano, serão apenas 105 mil os beneficiados. Até 2006, o ministério pretende atingir a marca de 2,5 milhões de alunos. Na primeira fase do projeto, serão investidos US$ 7.000 (cerca de R$ 21 mil). No primeiro ano, serão apenas 105 mil os beneficiados.
Sala de aula:
As camisinhas não serão distribuídas em salas de aula. Meninos e meninas que quiserem se abastecer de até oito preservativos ao mês vão ter que tomar a iniciativa de procurar por eles.
No lançamento, o ministro disse que “campanhas como esta seriam impossíveis de ser levadas em outros países, mas que o Brasil está preparado para elas”. Ele se referia ao preconceito.
Costa tratou de afastar a possibilidade de polêmica sobre o projeto, ao dizer que as meninas são o alvo principal.
“Elas estão começando a vida sexual mais cedo, se relacionando com garotos bem mais velhos, e com dificuldade de negociar o uso da camisinha. O que a gente quer é fortalecer a posição delas, que tomaram uma decisão, mas que precisam saber dos riscos.”
Segundo o ministro, a escolha de Xapuri, além da capital do Acre, se deve a pesquisas apontando que a vida sexual no Norte do país começa mais cedo. Na região, as camisinhas poderão ser antecipadas a adolescentes de 14 anos.
Fonte: Folha Online



