21/08/2003 08h57 – Atualizado em 21/08/2003 08h57
O Brasil deve se tornar um dos três centros de produção e desenvolvimento de aparelhos celulares da Siemens no mundo, se o grupo industrial alemão encontrar as condições favoráveis para a implementação desse plano estratégico.
O responsável pela região das Américas da unidade de telefonia móvel da Siemens, Joe Kaeser, afirmou ontem que a estratégia do grupo é fazer do Brasil uma plataforma para atender as Américas do Norte e Latina, assim como utilizar Shanghai, na China, para a Ásia, e direcionar a produção da unidade alemã de Kamp-Lintfort para a Europa e o Oriente Médio. “Se for economicamente viável, o que gostaríamos de ver é a produção e o design de celulares concentrados nesses três locais”, declarou Kaeser em encontro com a imprensa.
A Siemens produz celulares no Brasil há 18 meses, na Zona Franca de Manaus, e pode dobrar a capacidade até 2004 se mantiver a fatia de 50% o mercado de aparelhos da tecnologia européia GSM que tem hoje. A partir de 2004 as exportações para Argentina e Chile farão parte do plano estratégico do Brasil, mas o foco continuará sendo o mercado local. Atualmente, a Siemens atende a região das Américas com pequena produção terceirizada no México e excedentes das fábricas da Alemanha e da China.
A unidade brasileira é considerada “muito competitiva e flexível”, segundo Kaeser, que evitou dar prazos para a implementação da nova estratégia mundial da Siemens. “Será em breve, mas não posso dizer que seja em três meses”, declarou. A meta do grupo alemão é ocupar 25% do mercado de aparelhos celulares na América Latina e no Brasil até 2005, considerando-se todas as tecnologias. Será um salto e tanto. Hoje a empresa tem modestos 7% a 8% do mercado latino-americano e pouco mais de 10% no Brasil.
O alto-executivo do grupo alemão está no Brasil para inaugurar hoje um centro de pesquisa e desenvolvimento para software de celular, em Manaus. Será o quinto da Siemens no mundo, além da Alemanha, Dinamarca, China e EUA. Mas esse projeto ainda é uma etapa anterior ao objetivo de Kaeser, que planeja instalar no Brasil um centro de engenharia e design de celulares.
Fonte: Reuters



