21/08/2003 08h12 – Atualizado em 21/08/2003 08h12
Já se tornou uma prática tradicional para o exército um exercício de reconhecimento das potencialidades do país, através de visitas a diversos estados. Mato Grosso do Sul está no roteiro há dois anos, e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) é um dos alvos do exército, como também diversas instituições que integram a sociedade civil, federações de outros setores e o governo do Estado.
Nesta quarta-feira, 45 alunos do segundo ano da Escola de Comando de Estado Maior do Exército (ECEME), do Rio de Janeiro, passam o dia tendo palestras no auditório da instituição. Pela manhã os militares conheceram as potencialidades do setor agropecuário, com palestra ministrada por Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, Diretora do Departamento Técnico.
O major Maurílio Miranda Neto Ribeiro, que coordena o grupo, disse que enquanto este grupo está aqui no estado, outro está em Curitiba. O major esclarece que cada comitiva estuda uma região do Brasil e depois socializa o conhecimento. Segundo informou, no ano passado dois grupos estiveram no Estado e ainda este ano esperam voltar com uma comitiva da própria Escola formada por corpo discente e docente. “Nos acreditamos que a integração da sociedade civil e militar vai criar as melhores condições para que o Brasil cresça e atinja o patamar tão desejado por nossa nação”, declarou o major. “Para somar forças em prol do desenvolvimento social, política e econômica”, concluiu Ribeiro.
De acordo com a Constituição Federal as forças armadas tem a responsabilidade de defender a nação, e por isso o exército precisa conhecer as características e potencialidade de cada região.
Agropecuária surpreende Militares:
“Ancora Verde” foi o título apresentado por Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias na palestra ministrada aos militares, com dados da agropecuária. Tereza traçou um paralelo da setor no mundo, no Brasil e em Mato Grosso do sul revelando que em condições físicas para a produção a área agricultável do mundo é de 2,9 bilhões de hectares e 51% está sendo cultivada, enquanto que no Brasil de uma área de 547 milhões disponível para agricultura apenas 10 % é utilizada, para Mato Grosso do Sul esta projeção mostra que de 8,9 milhões de hectares de área agricultável 21% já está sendo usado. Destacando que o saldo comercial da agricultura brasileira em 2002 foi de 24 bilhões de dólares correspondente a 27% da economia nacional. Em relação a outros países o Brasil está em primeiro lugar no mundo na produção de cana-de-açucar, laranja e café. Em segundo lugar soja, carne bovina e frango e em terceiro lugar na produção de milho e frutas.
Outro dado apresentado foi referente a população do Estado, de 2.074 milhões de habitantes 84% vive na zona urbana e 16% na rural.
Para Tereza Cristina estes dados apresentados refletem a importância do setor agropecuário para toda a sociedade. “É o campo que mantém a cidade, produzindo alimentos, gerando empregos e acima de tudo gerando divisas para o país. Pelo que vimos nestes dados oficiais, ainda temos muita área disponível para a produção e não é necessário tanta briga e confusão; tem espaço para todos que desejarem realmente trabalhar, mas para que o resultado seja positivo e a produção cresça é preciso paz”, considerou Tereza ao encerrar sua apresentação.
Fonte: Eudete Petelinkar



