22/08/2003 10h09 – Atualizado em 22/08/2003 10h09
SÃO PAULO – O dólar manteve nesta primeira hora de negociação o ritmo de queda. Às 10h25m, a moeda americana era negociada com redução de 0,39%, a R$ 2,990 na compra e R$ 2,993 na venda. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu estável, caiu um pouquinho logo em seguida, mas já opera em alta, dando continuidade ao movimento dos últimos dias. Às 10h52m, o Ibovespa apresentava alta de 0,24%, com 14.704 pontos e volume financeiro de R$ 77 milhões.
Entre as ações mais negociadas estavam Telemar PN, Petrobras PN e Embratel PN. As maiores altas eram de Tractebel ON (6,2%), Braskem PNA (5,2%) e Siderúrgica de Tubarão PN (4%). Os piores desempenhos eram de Net PN (2,8%), Vale do Rio Doce PNA (1,8%) e Telemig PN (1,5%).
C-BOND – Os títulos brasileiros operam em baixa. Há pouco, o C-Bond, principal título brasileiro negociado no exterior, apresentava redução de 0,27%, a 89,06% de seu valor de face. O Global 40, título de 40 anos, o mais longo do Brasil, registrava estabilidade, a 89% de seu valor de face.
O risco-país, medido pelo banco J.P. Morgan, também mantinha queda, de 2,17%, para 721 pontos. O Embi+ brasileiro calcula a percepção do investidor estrangeiro na economia do país e a possibilidade do país não pagar as suas dívidas.
CÂMBIO – Segundo operadores, o dólar deve se manter próximo aos R$ 3. O mercado está observando nesta sexta-feira o comportamento da Petrobras, que poderia repetir um movimento realizado nesta quinta, de envio de dólares ao exterior para o pagamento de importações. De acordo com um operador de um banco dealer, a empresa teria enviado ontem US$ 100 milhões para o exterior e teria mais dinheiro em caixa para efetuar uma nova operação.
O corte acima do esperado, de 2,5 pontos percentuais, na taxa básica de juros elevou a cotação nos últimos dois dias, mas não há perspectiva de que a moeda dispare. Na quarta-feira, quando foi anunciado o resultado do Comitê de Política Monetária (Copom), o dólar subiu apenas 0,23%. Nesta quinta, a moeda teve alta de 0,33%, para R$ 3,060 na venda.
O mercado estará atento nesta sexta-feira à votação do relatório do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG) sobre a reforma tributária na comissão Especial da Câmara, que deve acontecer ainda pela manhã. Uma manobra da oposição impediu que o texto fosse votado ontem. Adiar mais uma vez a votação não está nos planos dos líderes da base governista, que afirmam ter 27 dos 38 votos da comissão. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro-chefe da casa civil, José Dirceu, acertaram o acordo para a votação nesta sexta-feira com os líderes aliados, o presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), e o presidente da comissão especial, deputado Mussa Demes (PFL-PI).
AÇÕES – A Bovespa passa por um dos seus melhores momentos e não está muito longe de alcançar os 15 mil pontos. Para alguns analistas, a bolsa paulista antecipa a recuperação da economia neste semestre. Os negócios melhoraram na semana passada e ganharam força na última quarta-feira com a redução de 2,5 pontos percentuais na taxa básica de juro do Banco Central. A queda dos juros provoca transferência de recursos para a renda fixa.
Nesta quinta-feira, a Bovespa fechou pela 11ª vez consecutiva em alta, com valorização de 1,40% e 14.669 pontos. O volume financeiro chegou a R$ 1,052 bilhão.
Fonte: GloboNews




