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terça-feira, 7 de julho de 2026

José Alencar defende cruzada nacional contra juros altos

22/08/2003 08h17 – Atualizado em 22/08/2003 08h17

BRASÍLIA – O vice-presidente José Alencar defendeu nesta quinta-feira que os consumidores e empresas participem de uma “cruzada nacional” contra as altas taxas de juros praticadas no país. Fazendo questão de afirmando que não fazia referência às decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), o vice-presidente disse que esse movimento também deve ser voltado às taxas básicas da economia. Segundo ele, a questão dos juros é “um problema cultural”.

  • Estou falando de um problema do regime de juros que se estabeleceu no país – afirmou Alencar.

José Alencar disse que é possível dividir as empresas brasileiras em dois grupos, as capitalizadas e as descapitalizadas que, mesmo sendo boas empresas, acabam quebrando.

  • Não há alavancagem no Brasil, o BNDES até tem recursos para aplicar, mas não há projetos porque as atividades produtivas não remuneram o capital investido.

Apesar de evitar comentários sobre a decisão do Copom, Alencar disse que a queda da taxa Selic anunciada ontem “foi o prosseguimento da mesma linha que já vinha sendo adotada pelo Banco Central” se referindo à política de queda gradual da taxa básica, que ele considera ainda “muito elevada”.

Para ele, o Brasil “tem um cultura equivocada quanto às taxas de juros que se pratica e se aceita”. Segundo o vice-presidente, para mudar essa cultura a saída continua sendo a retomada do crescimento econômico e a produção de elevados saldos comerciais.

Perguntado se continuava achando que o ano estava perdido, Alencar disse que “ainda temos quase um ano todo pela frente”. Na segunda-feira, um dia antes do início da reunião do Copom, Alencar afirmou que 2003 foi um ano perdido.

Fonte: Globo News

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