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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Crise no Instituto de Câncer continua

25/08/2003 14h18 – Atualizado em 25/08/2003 14h18

RIO – O diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Jamil Haddad, pediu demissão do cargo, no fim da manhã desta segunda-feira, depois de uma reunião com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Jorge Sola.

Ao entregar o cargo, Jamil Haddad exonerou também todos os diretores das unidades hospitalares e coordenadores do instituto. Ele deixou em entrelinhas que pode ter sofrido um boicote por parte de diretores que ele considerava de sua alta confiança.

O ex-diretor-geral disse que foi “apunhalado pelas costas” por todos os diretores e chefes da entidade, que pediram demissão na última sexta-feira.

A demissão coletiva foi um protesto contra a escolha da coordenadora de administração. Considerada pivô da crise, a coordenadora de administração do Inca, Zélia Abdulmacih, pode ser afastada hoje pelo ministro da Saúde, Humberto Costa.

De acordo com os médicos, Zélia, que é mulher do presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Sami Jorge (PDT), não tem experiência em administração hospitalar.

Segundo Jorge Sola, o próprio ministro da Saúde e membros do Ministério irão nomear os novos diretores do Inca. Por enquanto, quem assume interinamente o cargo é o chefe de gabinete Valter Roriz.

Haddad, que assumiu a direção do Inca há cinco meses, vinha sendo pressionado desde a semana passada, quando iniciaram os protestos contra o desabastecimento do hospital.

Há quatro meses, o hospital de referência no tratamento de câncer passa por uma crise. Os médicos alegam que há falta de remédios, o que prejudica tratamentos como a quimioterapia e reduz o número de cirurgias.

Fonte: O Globo

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