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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Acusado de criar Blaster está em prisão domiciliar

01/09/2003 09h48 – Atualizado em 01/09/2003 09h48

O adolescente suspeito de criar a segunda versão do vírus Blaster foi colocado na última sexta-feira em prisão domiciliar por ordem de uma juíza federal de Minnesota, nos EUA. A juíza Susan Richard Nelson proibiu o jovem Jeffrey Lee Parson de acessar a Internet e só o deixou sair de casa para ir ao médico e ao colégio, onde também não poderá acessar os computadores. A juíza também fixou a data de 17 de setembro para que a realização de uma audiência em Seattle (estado de Washington), onde o caso é investigado.

Definido por seus vizinhos como um solitário e um gênio da informática, o jovem de 18 anos – que mede quase de dois metros e pesa quase 150 quilos, conforme as autoridades – ia começar no mês que vem o último ano de colégio.

O assistente do procurador Paul Luehr assinalou que o “worm” que teria sido criado pelo jovem, junto com outras variantes do vírus Blaster, causaram danos econômicos de US$ 5 a US$ 10 milhões só à Microsoft. O procurador de Seattle, John McKay, assinalou que Parson é uma peça fundamental na investigação sobre o vírus Blaster. Os investigadores assinalaram que o worm permitiu a Parson acessar computadores individuais e dados de contas financeiras.

O jovem tomou poucas precauções para encobrir sua identidade, visto que cada computador infectado enviava uma mensagem para seu site na Web, registrado em seu próprio nome, de acordo com especialistas em informática. A variante do Blaster ou MSBlast que teria sido criada por Parson começou a se propagar em 13 de agosto, dois dias depois da primeira versão, e difere do original pelas informações e por um par de frases que insultam a Microsoft. O Blaster.B obteve pouco êxito em comparação com o original, que conforme a empresa de segurança informática Symantec alcançou meio milhão de computadores de todo o mundo.

Craig Schmugar, da Network Associates, assinalou que esta detenção servirá de advertência para outras pessoas que tentarem criar novas variantes dos vírus existentes.

O vírus, que se aproveita de um “buraco” nos Windows XP e Windows 2000 da Microsoft, contém duas mensagens em seu código que chamaram a atenção dos especialistas: “Bill Gates, por que permite que isto aconteça? Deixe de fazer dinheiro e acerte seus programas” e “Só quero dizer que te amo, San”.

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