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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Seleção masculina de vôlei estréia hoje no Sul-Americano

02/09/2003 10h59 – Atualizado em 02/09/2003 10h59

O primeiro fiasco da seleção de vôlei sob o comando do técnico Bernardinho ainda está vivo na memória dos jogadores.

E é pensando em se redimir da derrota que tirou o país da disputa pelo ouro no Pan que o Brasil estréia nesta terça-feira no Sul-Americano.

O primeiro confronto da equipe será diante do frágil Chile, às 17 horas, no Rio, mas as atenções já estão todas voltadas para a última rodada, quando os brasileiros estarão novamente diante da Venezuela.

O algoz da seleção em Santo Domingo é apontado como o principal adversário no torneio, que vale vaga para a Copa dos Campeões, em novembro, no Japão, o Pré-Olímpico do vôlei.

No Pan, o time nacional ficou pela primeira vez fora da decisão de uma competição desde que o técnico Bernardinho assumiu o comando, em 2001.

Repetir o resultado no torneio da América do Sul seria ainda mais vexaminoso. Além de ser o favorito pelo retrospecto dos últimos três anos –é o atual campeão do Mundial e da Liga Mundial-, o time brasileiro nunca perdeu a competição continental, que é disputada desde 1951.

“O Sul-Americano tem uma importância natural. Esta edição, no entanto, é ainda mais importante porque temos a obrigação de vencer para buscar a vaga em Atenas”, disse o técnico Bernardinho.

“Além disso, teremos em quadra a Venezuela, que mostrou que pode jogar de igual para igual com o Brasil”, completou.

Mas o novo status venezuelano é motivado muito mais por um sentimento de revanche do que pela qualidade do adversário.

“É o jogo mais esperado. Vamos querer ganhar deles de qualquer maneira. Temos de provar que podemos nos recuperar do Pan”, afirmou o levantador Maurício.

O confronto com a Venezuela não é apenas a principal atração para os jogadores da seleção.

A partida de sábado, a última do Brasil, terá transmissão ao vivo da TV Globo. Segundo a assessoria da emissora, que só abrirá sua grade para essa partida, a escolha foi feita por causa do interesse gerado após o mau resultado na República Dominicana.

Mas, antes de encarar a revanche, a seleção terá de passar por três adversários até mais frágeis do que seu novo arqui-rival.

Nesta terça-feira, o time entra em quadra contra o Chile, que tem ficado fora dos principais torneios internacionais. Neste ano, os chilenos não foram nem à Liga Mundial nem ao Pan-Americano.

As partidas seguintes serão contra Paraguai e Argentina, que, apesar da tradição como segunda força do continente, também tornou-se uma incógnita. A equipe não participou das principais competições deste ano por causa da suspensão imposta ao país pela federação internacional.

Fonte: Esporte Espetacular

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