05/09/2003 16h03 – Atualizado em 05/09/2003 16h03
A diretoria do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta sexta-feira a quarta e penúltima revisão do acordo com o Brasil. Com isso, estão liberados para saque outros US$ 4,26 bilhões. A revisão trimestral do acordo de cerca de US$ 30 bilhões aconteceu no início de agosto. Até o fim do atual programa, o Brasil deve sacar cerca de US$ 12,1 bilhões.
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, confirmou que o governo vai sacar nos próximos dias a parcela de US$ 4,26 bilhões. Segundo ele, a aprovação da revisão é importante por ser mais uma demonstração de que o Fundo confia na política econômica do atual governo.
- Vamos fazer – resumiu Palocci.
O ministro acredita também que o Brasil vai atingir, até o final do governo Lula, tal equilíbrio nas contas públicas que vai permitir ao país caminhar sozinho, sem recursos do Fundo.
- Vejo com otimismo o fato de que ainda neste governo nós possamos sim fazer as políticas econômicas sem a necessidade de acordo ou apoio financeiro do Fundo – enfatizou Palocci.
Na avaliação do ministro, o FMI ainda será importante ao Brasil nos próximos anos para fazer com que o país supere a crise econômica iniciada em 2002.
- É motivo de melhoria para o Brasil ter mais essa aprovação do acordo. É papel do FMI buscar ajudar os países que de fato têm necessidade de recursos para o equilíbrio das suas contas.
A missão do FMI que fez a última revisão do acordo deixou o Brasil recomendando a aprovação. O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Jorge Márquez-Ruarte, estava otimista com o cumprimento das metas pelo governo brasileiro. A quinta e última revisão do acordo está prevista para outubro.



