22/09/2003 17h51 – Atualizado em 22/09/2003 17h51
O acampamento dos sem terra, às margens da rodovia que liga Santa Rita do Pardo a Bataguassu, “é exemplo de manifestação pacífica e ordeira, pregada pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetagri)”, disse Luiz Antônio dos Santos Rodrigues. Ele é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Rita do Pardo, filiado à Fetagri.
“A formação de acampamentos tem sido o único recurso que temos para nos mobilizarmos e reivindicarmos o cadastro junto ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e nos inserirem nos projetos de assentamentos rurais”, informou Rodrigues, na noite de sábado, por ocasião da inauguração da nova sede do PT, na cidade.
“É importante que se esclareça que os acampamentos, coordenados pela Fetagri nada têm a ver com o MST, que é ligado à CUT. Nós condenamos radicalmente o tipo de movimento que não respeita o direito de propriedade, garantido pela Constituição Brasileira”, frisou Rodrigues.
Segundo assegurou o líder sindical, as 300 famílias acampadas a pouco mais de 20 km de Santa Rita do Pardo, querem “é que as autoridades governamentais se sensibilizem para o direito que também temos de possuirmos um pedaço de chão para trabalharmos a terra e sustentar nossas famílias com dignidade”.
Ele informou que o único apoio que estão recebendo é da Construtora Camargo Correia, que cedeu às famílias o fornecimento de água potável.
“Fazemos um apelo à área social do governo estadual para que as famílias recebam, ao menos uma cesta básica por mês”, disse Rodrigues, informando que maioria das famílias vive em situação sub-humana, passando inclusive fome.



