24/09/2003 14h26 – Atualizado em 24/09/2003 14h26
Os números da violência doméstica no Brasil, especialmente contra as mulheres, são alarmantes. A cada quinze segundos uma mulher é espancada. Esse é um levantamento do Banco Mundial que revela ainda que as lesões domésticas fazem mais vítimas que assaltos e estupros.
A agressão sofrida pela personagem Raquel da novela “Mulheres apaixonadas” revela um drama real para muitas mulheres em todo o país.
Em Campo Grande, de janeiro a agosto deste ano, foram registrados 851 casos de ameaça contra mulheres e 738 de lesão corporal. No ano passado, neste mesmo período, foram 1.240 registros de ameaça e 902 de lesão corporal.
As ocorrências este ano diminuíram, mas o número de atendimento na Delegacia da Mulher praticamente dobrou no primeiro semestre. As mulheres vêm na delegacia antes de serem agredidas para pedir orientação.
A delegacia da mulher registrou de janeiro a julho 407 atendimentos. No mesmo período do ano passado foram 155.
A delegada Suzimar Magalhães explica que as mulheres procuram ajuda para evitar a agressão. Elas e os companheiros recebem atendimento psicológico. Por isso, segundo a delegada, o número de ocorrências diminuiu este ano. Outro motivo é a segurança de que o agressor vai ser punido.
A indiana, Indira Patel, membro da Comissão Nacional de Mulheres do Reino Unido e da Onu, luta há 30 anos pelo fim da violência contra a mulher. Ela percorre o mundo dando palestras. Ela quer orientar agora as sul-mato-grossenses sobre o problema. Esta semana, esteve em Campo Grande. Diz que a luta contra violência é de toda sociedade.
O poder judiciário deve estar preparado para atender os casos de violência contra a mulher. A polícia também, já que algumas vezes a polícia não quer interferir em problemas domésticos, mas a polícia precisa ajudar as mulheres vítimas de violência.
O maior sonho de Indira é que cenas como a da novela sejam vistas somente na ficção.
Fonte:RMT online





