25/09/2003 08h28 – Atualizado em 25/09/2003 08h28
Desde de que foi implementado, em junho de 2001, pela administração do prefeito Laerte Tetila, o programa Sentinela registrou 300 casos de exploração e abuso sexual. O Sentinela tem como meta amparar e orientar as crianças, adolescentes e seus familiares, vítimas deste tipo de violência com apoio de psicólogos, assistentes sociais e pedagogos.
De acordo com a secretária de Assistência Social e Economia Solidária, Ledi Ferla, a maior parte dos violentados é do sexo feminino com 245 vítimas, a maioria na faixa etária de 7 a 14 anos. Com tantas vítimas a prefeitura de Dourados está organizando uma campanha para estimular as pessoas a usarem a denúncia como “arma” de combate a estes crimes. “Esta violência só pode ser combatida por meio da denúncia”, ressalta Ledi Ferla. “As pessoas não precisam ter medo. O denunciante não será identificado, mas é muito importante que as pessoas não sejam omissas porque a omissão também é um crime”.
Segundo a secretária, a exploração sexual de adolescentes ocorre tanto no meio familiar quanto em redes organizadas de exploração como boates, bares, motéis e hotéis. “São casos difíceis de serem investigados porque as próprias vítimas negam o fato e estas redes de exploração são muito bem organizadas”, lamenta Ledi Ferla.
Todavia, a maior violência e que vem sendo pouco divulgada de acordo com a secretária é relacionada aos portadores de deficiência. “Temos 6 vítimas portadoras de deficiência e nestes casos, os agressores agem com mais tranqüilidade porque as vítimas, muitas vezes têm dificuldade em se expressar o que facilita a impunidade”, alerta a secretária.
Programa Sentinela 0800-647-0444
Fonte:Agora MS




