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terça-feira, 14 de julho de 2026

Congresso discute câncer de boca

26/09/2003 14h53 – Atualizado em 26/09/2003 14h53

O hábito prolongado do fumo e do álcool está diretamente associado ao carcinoma – o tipo mais comum de câncer bucal. Essa doença ocupa o sétimo lugar na lista dos tipos de câncer mais freqüentes entre a população brasileira. Santa Catarina é o sexto estado com maior incidência da doença.

Para discutir métodos de diagnóstico e tratamento, entre outros temas, Florianópolis sedia o II Congresso Sul Brasileiro de Câncer de Boca e II Fórum de Discussão em Diagnóstico Bucal. O evento se realiza no Centro Administrativo do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) hoje e amanhã. O congresso, que tem a participação de profissionais da área da saúde e alunos de graduação e pós-graduação que trabalham com pacientes, é promovido pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

De acordo com a professora de Odontologia da UFSC, Liliane Janete Grando, presidente da comissão organizadora do evento, o câncer de boca inicialmente não apresenta sintomas. Numa fase mais avançada, os sinais mais observados são dor, ulceração, aumento de volume de lesões bucais, dificuldade de engolir e sangramento. O diagnóstico precoce do câncer de boca e o imediato encaminhamento do paciente para o tratamento adequado são fatores importantes para redução da mortalidade.

Para tratamento, a maioria dos pacientes é submetida à remoção cirúrgica do tumor, apesar da mutilação. O tratamento radio ou quimioterápico muitas vezes atinge, além das células com câncer, células normais dos indivíduos doentes, causando reações que debilitam e comprometem a qualidade de vida do paciente, como mucosite e disfunção das glândulas salivares.

“Devido à complexidade do tratamento do câncer de boca, o acompanhamento precisa ser multidisciplinar com a participação de médicos, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, além de rígido acompanhamento odontológico”, ressalta Liliane. Segundo ela, o auto-exame é uma medida preventiva que, praticada regularmente, se torna um meio eficaz de identificar precocemente o câncer de boca.

A pessoa deve ficar em frente ao espelho, puxar os lábios e bochechas, olhar o céu da boca, embaixo da língua e garganta; além de colocar a língua para fora e mexê-la de um lado

para o outro. Caso observe machucados sem cicatrização por mais de 15 dias, áreas de sangramento ou regiões endurecidas, deve procurar imediatamente um dentista.

Fonte:Agora MS

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