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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Crítica: humor do Pânico funciona bem na TV

29/09/2003 13h46 – Atualizado em 29/09/2003 13h46

A intenção é boa e a realização não decepciona. Pânico na TV (Rede TV!, 18h30), que estreou ontem, é um alívio, uma quebra na mesmice da programação dominical. Sem grandes recursos – até um fabricante de perucas recebe agradecimento nos créditos – a turma do programa Pânico, da Rádio Jovem Pan FM, defende-se bem na televisão.

A atração é divertida e, assim como o clássico “Perdidos na Noite”, tem apresentadores que se divertem em cena. Junior, irmão de Sandy, foi o convidado especial do dia. Falou, brincou, pôde se alongar um pouco nas respostas. Oportunidade rara para alguém que, na maioria dos programas de que participa, limita-se a cantar e sorrir.

A lista com os dez maiores micos da TV em 2003 foi outro bom momento. Encabeçada por “Gugu e o falso PCC”, teve citações como “Marcos Mion: perdeu o programa, mas ganhou a Preta Gil”. Hilário.

Sabrina Sato não tem as sacadas do resto da turma. Não consegue dizer uma frase do começo ao fim: sempre pára pra rir ou dizer “sei lá”, “meu”, “tipo”. Mas é muito bonita, tem o corpo que os brasileiros gostam e é inegavelmente espontânea e carismática. O público aprova seu jeito Peter Pan.

De resto, há coisas a acertar: aproveitar melhor a platéia e os personagens criados no rádio, como o ótimo Zé Fofinho. Mas a estréia promete. A expectativa nos corredores da Rede TV! é grande. O sucesso de Pânico é o passaporte para um filão precioso para o mercado publicitário: a noite de domingo, quando a família está reunida e discute as compras da semana, junto dos planos para o futuro.

Este pode ser o início da alforria de uma emissora cuja receita majoritária vem de pequenos anunciantes.

Fonte: Babado

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