29/09/2003 14h18 – Atualizado em 29/09/2003 14h18
A participação de crianças em rituais de seitas religiosas com cunho sexual, o comércio de meninas brasileiras, paraguaias e bolivianas na fronteira para escravidão como prostitutas, além da continuação do trabalho infanto-juvenil em carvoarias, após várias denúncias, são problemas graves e atuais em Mato Grosso do Sul. A gerente executiva do Ibiss (Instituto Brasileiro de Inovações pró-Sociedade Saudável), Estela Márcia Scandola, disse ao site Campo Grande News que o PAIR (Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil) que reúne através de pesquisas todos estes dados, já teria apresentado este levantamento a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), grupo responsável por uma série de investigações no País sobre abuso sexual de crianças e adolescentes, que está semana estará investigando o caso dos vereadores envolvidos em abuso sexual de menina de 13 anos, na Capital. Sobre a ação das ceitas religiosas, Estela Scandola preferiu não detalhar a pesquisa por conta das investigações. Já a respeito da exploração sexual através de uma rede internacional – Brasil, Paraguai e Bolívia, apontou algumas características em comuns observadas no PAIR. “Há casos que sem o consentimento dos pais os adolescentes buscam novas oportunidades de trabalho na prostituição em outras cidades, mas há também àqueles, que saem de casa com promessa de trabalho em hotel ou lanchonete quando na realidade acabam sendo colocadas em situação de cárcere privado como escravos sexuais”, explicou. Na quinta-feira, dia 2 inicia-se os trabalhos da CPMI em Campo Grande e por conta disso Estela Scandola acredita ser essa a oportunidade para “toda sociedade poder denunciar”. O IBISS apresentou os novos dados do PAIR no Seminário para Construção do Plano Operativo de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-juvenil que acontece a partir de hoje em Corumbá.
Fonte:Campo Grande News



