02/10/2003 07h48 – Atualizado em 02/10/2003 07h48
Índios da aldeia Jarará em Juti estão mantendo como refém o administrador da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Dourados, Jonas Rosa. Ele foi pegou ontem quando deixava a reserva onde foi atender algumas solicitações da comunidade.
Os índios reivindicam a construção de uma escola, ajuda de alimentação e subsídios para a próxima safra. Eles também cobram promessas feitas por políticos e autoridades locais.
Além de manter Jonas Rosa como refém, os índios também fecharam a rodovia que liga Juti a Amambai. Os motoristas que estavam utilizando a estrada tiveram que retornar, pois a passagem não foi liberada.
Ontem o procurador da República Charles da Mota Pessoa esteve no local tentando uma saída pacifica para o problema, mas retornou para Dourados sem conseguir sucesso nas negociações. O antropólogo do MPF (Ministério Público Federal), Marcos Homero, também esteve na aldeia para acompanhar o caso.
O prefeito de Juti, Néri Muncio Campagnone, foi levado para o local pelo procurador Charles da Mota e prometeu construir uma escola até o mês de fevereiro, o que não foi aceito pelos índios. Charles da Mota e o antropólogo foram até o local de conflito sem nenhuma proteção policial e disseram que em nenhum momento se sentiram ameaçados.
Em Dourados os índios das aldeias do Jaguapiru e Bororo também pedem o cumprimento das promessas feitas para a comunidade. Recentemente eles organizaram um protesto que terminou em frente à prefeitura municipal. As informações são do site Dourados News
Fonte:Midiamax News






