02/10/2003 09h33 – Atualizado em 02/10/2003 09h33
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, em entrevista coletiva ao vivo a emissoras de rádio, que está certo de que “o tempo das vacas magras acabou”. “Todos estamos otimistas que para o último trimestre e o ano que vem a economia vai crescer”, ressaltou. Lula disse que os empresários serão chamados “para ver quem está disposto a fazer parceria com o governo para realização de grandes obras pelo País” e citou vários incentivos que o governo tem lançado, como recursos de crédito e microcrédito para beneficiar trabalhadores, lançamento do Primeiro Emprego para os jovens, que deve ser sancionado, segundo ele, em breve, entre outros.
Lula afirmou que a retomada do crescimento é “um sonho, um desejo e uma obsessão”. Segundo o presidente, foi preciso todo um processo para se chegar ao cenário atual: “Nós recuperamos a credibilidade internacional, baixamos as taxas de juros, e as exportações estão batendo recorde atrás de recorde”, afirmou. Lula elogiou a atuação do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, a quem creditou a estabilidade do atual cenário econômico brasileiro. O presidente ressaltou que o governo está trabalhando muito para reativar a economia brasileira. “Queríamos fazer as coisas com mais pressa, mas estamos fazendo de tudo o que pode ser feito para reativar a economia e trabalhando para fazer os juros caírem com consistência para que a gente não tenha que voltar atrás”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse aos jornalistas que é “amplamente favorável” à reforma política e à fidelidade partidária. Lula defendeu que os integrantes de um determinado partido devam acatar a decisão tomada pela maioria de seus integrantes e votar conforme essa decisão. “Se não for assim, você não cria um partido forte”, disse o presidente. A reforma política é fundamental, segundo Lula, para evitar a freqüente troca de partidos que ocorre antes das eleições no Brasil.
Questionado sobre uma eventual substituição em seu ministério, o presidente disse que a entrada ou a saída de algum ministro, não será feita por noticias baseadas no jornal. “Isto é problema meu”, afirmou. Ele ressaltou que o Ministério será composto também pelo PMBD e que o problema ocorrido com a ministra Benedita da Silva, sobre viagem para a Argentina para um encontro evangélico já foi esclarecido. Ele avaliou como um erro administrativo de quem fez o pedido da viagem para o ministro da Casa Civil. “Foi um erro de quem fez o pedido. Ela se justificou e eu aceitei”, finalizou.
Sobre a questão da segurança, Lula disse que está sendo tratada com cuidado e a pressa que a sociedade exige. “O que o povo espera que todos os bandidos sejam presos, mas para ter ação de segurança pública é preciso organizar a polícia e o Márcio Thomaz Bastos (ministro) está fazendo isso”, ressaltou. Lula disse ainda que o assunto segurança precisa de exclusividade porque “não é fácil enfrentar o crime organizado e o narcotráfico”. O presidente disse que não vai vetar qualquer artigo do Estatuto do Idoso assinado ontem por ele. O Estatuto ficou em discussão durante sete anos e foi aprovado por unanimidade pelos 513 deputados e 81 senadores. Segundo Lula, se fosse necessária alguma mudança, ela deveria ter sido feita no Congresso.
Fonte:Midiamax News





