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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Contrariando o MT e o Ibama, MS não vai mudar período de pesca

09/10/2003 10h40 – Atualizado em 09/10/2003 10h40

O Mato Grosso do Sul não vai mudar a data de liberação da pesca como querem o Mato Grosso e o Ibama. A afirmação é do Secretário de Estado de Meio Ambiente, Márcio Portocarrero, em entrevista ao Bom Dia MS de hoje. O secretário disse que nos últimos anos, o Estado tem adotado medidas para controlar a quantidade de pescado retirado dos rios, por isso, vai manter a proibição da pesca de 3 de novembro de 2003 a 31 de janeiro de 2004. No entanto, o estado vizinho e o Ibama querem que proibição se estenda a 28 de fevereiro.

Em Mato Grosso do Sul, a pesca ficará proibida até esta data apenas nas áreas de reserva de recursos pesqueiros.

Com a diminuição do estoque pesqueiro em rios de Mato Grosso do Sul, o governo do Estado vem diminuindo, a cada ano, a cota máxima de peixe por pescador amador e proibindo a atividade em alguns rios. Segundo Portocarrero, outra medida adotada pela Secretaria de Meio Ambiente foi de aumentar o tamanho mínimo de captura de alguns peixes como o dourado e o pacu. A cota máxima, que já foi de 30 quilos, hoje está em 10 quilos.

Mas apesar dessas medidas, o Estado agora reduziu o período de proibição da pesca. Data que não agrada ao estado de Mato Grosso.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Márcio Portocarrero, que esteve em Brasília, para a reunião entre o Ibama e os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, a antecipação da data atende a reivindicação dos empresários e da sociedade sul-mato-grossense. O setor turístico pediu a antecipação da liberação da pesca para favorecer os pescadores amadores.

Ainda segundo Portocarrero, o Ibama ficou paralisado nacionalmente por três meses e não teve condições de discutir a unificação das políticas entre rios federais e o governo de Mato Grosso.

Como secretário e presidente do Conselho de Pesca da Secretaria de Meio Ambiente, Portocarrero afirmou ainda que o argumento que vai defender junto ao Ibama é técnico. “A Embrapa Pantanal e a Secretaria de Meio Ambiente faz um estudo há 10 anos no Estado e verificou que não haverá problemas com essa antecipação”, disse.

Fonte:RMT online

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