17/10/2003 09h53 – Atualizado em 17/10/2003 09h53
O presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Maurício Godoy, elogiou a atitude do secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Dagoberto Nogueira, em atender as reivindicações dos presos do 4º DP (Distrito Policial), nas Moreninhas, mas o problema da superlotação nas delegacias e a permanência de presos condenados prejudica diretamente a função de investigação dos policiais civis, que estão no completo desvio de função por custodiarem presos.
O Sinpol combate duramente a situação atual e contesta o cenário geral de caos instalado em praticamente todas as delegacias do Estado. “A atitude do secretário é louvável, mas há que se pensar na segurança da população e colocar os policiais civis nas ruas para solucionar os crimes”, afirmou. “As reivindicações dos policiais – que é a de cumprir a função de polícia judiciária – devem ser ouvidas com urgência, pois a insatisfação pelo excesso de trabalho e desvio de função é geral e está ocasionando estresse e revolta”.
Segundo dados da Polícia Civil de algumas cidades do interior, o índice de criminalidade aumenta quando não há policiais nas ruas. “Temos que cuidar do preso e sofrer humilhações por ele, somos cobrados pela população e não podemos fazer nada, se negarmos cuidar dos presos respondemos processo”, contestou um policial que não quis se identificar temendo represálias.
Para Maurício Godoy, a segurança da população terá melhorias consideráveis quando aumentar o efetivo, investir na qualificação e requalificação do policial e acabar com presos em delegacias. Assim, o policial civil poderá atuar ativamente na função pela qual prestou concurso e desvendar os crimes de investigação. “É a maneira certa de diminuir a criminalidade e de dar sustentação para a segurança da população”, concluiu o presidente.
Fonte:Midiamax News





