23/10/2003 13h38 – Atualizado em 23/10/2003 13h38
Os agentes que combatem a leishmaniose entraram numa nova fase do programa, com a segunda visita nas residências para borrifação do inseticida que mata a larva do mosquito flebótomo. O programa deve se intensificar no mês de novembro com a contratação de 250 agentes, atualmente 74 realizam o trabalho.
O inseticida aplicado na borrifação não causa danos a animais ou humanos, assegurou Eliasze Guimarães, gerente técnico do programa. Segundo Eliasze, são aplicadas 125 mg por metro quadrado e a única recomendação é que, durante uma hora após a aplicação, os moradores não fiquem tão próximos às paredes borrifadas. O inseticida age durante seis meses. Desde o começo do ano, o inseticida foi aplicado em 23 mil residências.
“As pessoas devem evitar o acúmulo de lixo orgânico, como folhas e cascas de frutas, pois quando esta matéria umedece cria um ambiente propício à proliferação do mosquito flebótomo”, ressaltou o gerente do programa. O inseto vive em habitats variados e pode ser encontrado em galinheiros chiqueiros e canis. Até hoje foram sacrificados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) 2.922 cães com a doença.
Em humanos, os sintomas da leishimaniose visceral são febre irregular de longa duração, indisposição, fraqueza, emagrecimento, tosse seca e alteração do addomen. Em casos mais graves, pode ocorrer sangramento. Segundo Eliasze, a incidência é maior em crianças com menos de 10 anos e idosos.
Mortes
A última morte confirmada pela doença foi registrada no dia 9 de outubro, da acadêmica do curso de arquitetura, Samira Abidul Ijazi, moradora da Vila Planalto, em Campo Grande. Segundo a Sesau, 14 pessoas morreram somente em 2003 vítimas da doença, desse total, sete óbitos foram registrados na Capital. Cerca de 206 casos de leishmaniose foram confirmados no ano passado, sendo 21 só em Campo Grande.
Fonte:Midiamax News






