27/10/2003 14h47 – Atualizado em 27/10/2003 14h47
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, na abertura do Congresso da Internacional Socialista, que ao contrário do que alguns críticos querem fazer crer, o programa Fome Zero não é apenas um programa assistencialista. O processo, segundo ele, envolve a criação de empregos e políticas consistentes de saúde, educação e transporte e a abertura de um novo ciclo de desenvolvimento econômico no país.
”Vamos abrir um novo ciclo de crescimento, mas desta vez com distribuição de renda e democracia”, afirmou Lula, referindo-se ao crescimento econômico do país registrado durante o regime militar, quando houve concentração de renda. Para Lula, o programa emergencial neste momento é necessário, pois os que passam fome não podem esperar pelos resultados das políticas governamentais.
O presidente disse ainda que a política externa brasileira está voltada para a criação de novas relações internacionais, que resultem num mundo mais solidário, menos desigual e mais democrático. Ele voltou a criticar as economias que pregam o livre comércio, mas praticam protecionismo e lembrou que são gastos mais de US$ 1 bilhão por dia para proteger setores ineficientes destas economias.
”Há economias que pregam o livre comércio (sem se referir ao nome dos Estados Unidos), querem tarifas zero nas relações comerciais, mas não abrem mão de subsídios que alcnçam US$ 1 bilhão por dia Querem liberalizar as compras governamentais, mas usam de políticas anti-dumping para proteger sua economia”, disse Lula, afirmando que nas negociações em torno da Alca tem procurado desenvolver uma “agenda positiva”.
No discurso, Lula que pediu a união das diversas tendências políticas, “a convivência na adversidade”, com o objetivo de enfrentar os principais problemas da Humanidade, desde o terrorismo até a criminalidade. Para o presidente, “ninguém precisa torcer pelo mesmo time de futebol”, mas é preciso que todos lutem juntos para superar os principais desafios do mundo. “Um outro mundo é possível, a tarefa de construir não pode ser de uma corrente, de uma pessoa. O passado do socialismo nos deixou esse ensinamento. Somos capazes de vencer quando deixamos de lado nossas divergências menores. Na derrota do socialismo, sempre a desunião ocupou um lugar importante, na vitória, a união foi fundamental”, afirmou Lula.
Fonte:Midiamax News




